10 de setembro de 2009

O fato de você ser diagnosticado com início de pneumonia, te dá a liberdade de poder ficar em casa. Lógico com o árduo fardo de tossir lâminas de gilete e ter que controlar uma febre galopante que varia de humor e temperatura quando bem entende. Mas com a medicação certa e o recolhimneto necessário, sua cabeça para de girar em sentido anti-horário e você fica menos ranzinza. Podendo assim escutar melhor coisas interessantes.............
Bandas com texturas diferentes desde sempre foi a tônica de vários lugares na Barackolândia, mas especialmente o Brooklyn deve ter alguma coisa em sua água, tamanha a quantidade de artistas existentes por lá. E por mais que as gripes tipo A insitam em assolarem os continentes, lá está o bairro americano a despejar talento atrás de talento. E é o que acontece no caso dos CALLERS, dueto formado por Sara Lucas e Ryan Seaton que muitas vezes acaba se tornando um quarteto nas turnês com a adição de Don Godwin e Gus Martin. Guitarras climáticas com uma voz de cortar os pulsos com faca de bolo Pulman da vocalista Sara. Misturas que provém do jazz, mas que muitas vezes tem os dois pés dentro do mais expermental rock alternativo contemporâneo. Ouvidos atentos para a faixa Fortune, onde os diálogos entre os vocais e os instrumentos são travados dentro de uma arena cheia de tigres sedentos por sangue fariseu......







The Callers / Fortune




A cultura Hopewell foi um marco na história indígena americana e consistia no seguinte método:
As tribos de determinada área nas regiões dos rios do meio-oeste e noroeste realizavam entre si trocas de materiais e de produtos brutos que após serem manufaturados por outras tribos do mesmo círculo era repassados para uma terceira tribo ou para a tribo de origem, fazendo com que assim acontecesse um intercâmbio cultural que espalhou-se até o outro extremo do continente americano, tornando possível o crescimento da arte, como mostra a escultura aí de cima.
Mas para que toda essa explicação arqueológica red neckiana ?????
Simples meu caro garoto Billie, a banda que leva o mesmo nome desse movimento, o HOPEWELL tem nas veias dos seus cinco integrantes que também são do Brooklyn, o sangue de integraçção artística gigante. A começar pelas misturas incandescentes de progressivo, heavy metal sabatthiano e grandiosidade lisérgica cósmica. Músicas com grandes quantidades de minutos, mas com a mesma dose (se não mais) de talento. Peso em exatidão seguida de toques vocais ferrelianos que combinam perfeitamente com aquela falta de ar ocasionada pela tosse mais rasgante. Ouça a sensacional Island.......









Hopewell / Islands

Ainda essa semana aqui no GD o disco que se precisasse se chamar climático, não serviria. Porque é pelo menoos umas duzentas vezes mais que isso........