6 de janeiro de 2010

GD 22.....VIVA LAS VEGAS!!!!!

Confesso que realmente não entendo todo esse hype em cima da Lady Gaga. Ontem eu assisti à um programa na emetevê com shows. Kings Of Leon e a senhorita supracitada, cantando a famosa Poker Face.
Eu não entendo o acúmulo de playbacks, a postura semi-erótica broxante ou o maiô estilo Xuxa apresentando programa infantil saindo da nave. Feromônio por feromônio eu ainda ficava muito mais excitado quando a rainha dos baixinhos cantava a música do café da manhã. Afinal de contas existia todo um contexto que se encaixava na música de Maria Da Graça e a cena do Nove Semanas e Meia De Amor, daquela cópia em VHS que um dia foi roubada da locadora para o deleite e descoberta dos alimentícios desejos sexuais adolescentes.
Fred Zero 4 me daria razão.........
Mas tudo sempre gira em torno das apostas. Maus jogadores normalmente apostam em nomes extravagantes ou colocam suas fichas em palpites já manjados dentro de qualquer casa de jogos. Diferente fosse não teríamos tantas apostas na mega sena com os números de Lost. E tudo no final das contas acaba sendo o que sempre acontece, um aglomerado de idéias virtuais sobre o que pode acontecer.
Muitas vezes essas listas de apostas nunca acabam se concretizando, ou pior ainda, coisas muito boas lançadas em início de temporada de caça pela salvação do rock acabam esquecidas. Exemplo prático disso tudo foi o disco Tonight do Franz Ferdinand de 2009. De uma das maneiras mais divertidas da história a banda acabou redefinindo o termo rock para dançar. Mas nem por isso acabou figurando nos melhores do ano.
Acontece com frequência, mas é sempre bom estar de ouvidos e olhos atentos para o que pode chegar como grata surpresa.........

Bandas com a pegada setentista são sempre bem vindas. Ainda mais quando o rock que estava tão perdido dentro do mundo da eletrônica parece ressurgir do aglomerado de pó em que estava submerso. Os londrinos do THE JIM JONES REVUE fazem uma mistura incandescente de Stray Cats e Cramps que é capaz de fazer qualquer menina tirar do armário aquela saia e a jaqueta de couro e dançar por entre vespas envenenadas e cheias de febre.




Mistura inusitada de nomes, Cameron Stallones tem em seu projeto MAGIC LANTERNS uma mistura insandecida de distorções todas em cores extremamentes pesadas. Algo que lembra muito o Mars Volta em seus melhores dias. Volume sempre alto e muitas esquisitices no meio do caminho. O que necessariamente não implica que a banda venha à ser uma das melhores de 2010, mas só de fazer alguma coisa que tire o centro de gravidade do "muderninho" já é uma bela coisa.......








THE MAGIC LANTERNS / DARK CICADAS



Japoneses com cabelos lisos, escuros e compridos. Não é uma continuação de nenhum filme de terror nipônico, e sim a banda BO NINGEN. Sediados em Londres mas com a metaleira de olhos puxados, tem tudo para ser o Massacration de 2010. Solos de baixo que lembram uma britadeira, vocais agudos e distorções em forma de terremoto pulsante podem até fazer da banda a maior piada de 2010. Mas existem acordes escondidos nas músicas que levam você a pensar que sim, estamos diante da trilha sonora sangrenta.



Imagine-se em um campo cheio de pastagens alienígenas percorridas por ventos que transpassam morros uivantes. Não é só a imagem cinematográfica de uma outra aurora interplanetária que vai fazer a sua cabeça enquanto você escuta a banda ERLAND AND THE CARNIVAL. De Londres, esses aliens da roça movem-se no terreno do folk. Muito mais para Flaming Lips do que para Fleet Foxes, esse trio mostra que é possível fazer de um gênero mais que batido alguma coisa diferente. Nuances mais calmas entremeadas por caleidoscóspios interplanetários



E para preparar o espírito para o lançamento que vai chacoalhar os esqueletos de maneira ímpar, o Vampire Weekend ontem tocou a sensacional Cousins no programa de David Letterman.