21 de janeiro de 2010

Incrível como quando se está com o pique assombroso de escrever tudo parece pedir um pouco mais de calmaria. Mesmo porque com muita pressa.........
Muitas vezes essa história de passar as madrugadas sentado em uma cadeira de Embu das Artes, procurando músicas dentro de um planeta movido por 140 caracteres é uma missão que se torna de maneira geral cheia de caixinhas de aniversário. É como abrir uma delas, cheia de papel picado que só faz sujeira e deixa aquele gosto de piada mal contada dentro do seu receptáculo bucal.
Mas outras vezes pode até se tornar uma experiência mais do que divertida, mesmo que não necessariamente inédita.
Como por exemplo os mais novos prediletos da casa, os galeses (e não da terra de Asterix!!!!) do RACE HORSES. Eles estavam perdidos entre outros 300 lançamentos em uma sessão de música de um grande portal da internet brazuca, e como nesses tempos onde tudo é rápido demais acabaram sendo como sempre lidos por alto. Mas é necessário ler o livro por capítulos, não pulando páginas.......
Meilyr Jones, Alun Gaffey, Dylan Hughes e Gwion Llewelyn, formaram a banda há pelo menos dois anos, mas foi apenas em 2009 que o pessoal além mar começou a falar alguma coisa deles, graças aos dois singles lançados. Mas como o ano passado foi tomado popísticamente pelo Phoenix, então ficava mais do que difícil perceber que existia algo além. Mas nem por isso..........
O disco de estréia da banda se chama GOODBYE FALKENBURG e tem como significado, o nome de um famoso navio da segunda guerra que foi bombardeado e também o de um marinheiro alemão morto no mar. Reza a lenda que Falkenburg retorna a cada 100 anos para se casar com uma virgem.......bobinho ele!!!!!!
Mas o importante não é você salvaguardar suas filhas pequenas em casa, e sim ficar mais do que atento ao pop com estilo cheio de barulhos folk psicodélicos e as batidas convidativas para uma não reflexão sobre as profundidades do ser humano. O refrão de Cake (primeiro single da banda), é uma sensacional maneira de se divertir sem mais nada em troca. Mesmo o marinheiro cobrando caro a sua volta, nada mais vai lhe restar a não ser um estado puro de diversão empacotada em riffs mais do que fora da esfera normal de cores.
Dois vídeos que explicam bem isso tudo, o do single Cake e logo após Man In Mynd. Esse último um lugar paranóico onde Jason encontra Normam Bates dentro de um circo.......






E para terminar a manhã de maneira mais do que ensolarada (nem que seja pelo menos dentro da sua cabeça....), um outro videozinho que fez a alegria da madrugada insône de quarta feira.
O nome do cidadão é João Brasil, e seu blog (365 mash-ups) pode ser encontrado lá na coluna do GD Recomenda. Ele juntou dois hits de verão (nome de coletânea caça-grana), Cousins do Vampire Weekend e Loirinha Bombril dos Paralamas do Sucesso. A primeira banda dispensa apresentações, mas os veteranos de guerra brazucas são sempre uma das poucos que passam ilesos dentro do mundo "muderninho", muito pelo fato de estarem pelo menos uns dez anos à frente do seu tempo. A versão remix moderno das duas músicas ficou paranóicamente em ritmo de pajelança e batucada psicotrópica........