
No café da manhã dessa terça feira, estava assistindo uma matéria sobre repórteres que pela enésima vez passearam com aquele tanque que se usa no Rio de Janeiro (o Caveirão), para combate contra guerrilhas armadas.
Tirando todo o sensacionalismo barato e a incapacidade de emocionar que esse tipo de "denúncia" proporciona, é necessário entender que esse país passou de uma luta "armada" pela liberdade de expressão para uma guerra civil não declarada e não aceitada pelo governo. Se não isso, nossas instituições fazem questão de pelo menos não ver.
Mas questão nem é essa na verdade. O que mais impressiona é que nunca as entidades que são responsáveis pela manutenção da chamada "ordem e progresso" são capazes de exercer nenhuma de suas funções. O aparato tecnológico é sempre em pior estado, os homens são sempre despreparados e por aí vai. E isso serve pro cara que é segurança de zona até os senhores deputados e senadores.
Tudo fica então recaindo nas costas de quem proporciona cultura, afinal de contas a arte tem essa veia aberta e libertadora que é primordial no desenvolvimento de todo ser humano.
É difícil entender e aceitar que uma das poucas expressões libertárias desse país nos últimos tempos relacionadas à arte, tenha sido a Fafá de Belém cantando o Hino Nacional. Chega a ser um pouco triste, para não dizer hilariamente engraçado. Um palanque onde estavam todas as pessoas que seriam colocadas em xeque por desvios de dinheiro e corrupção alguns anos depois quando aconteceram coisas nunca antes ocorridas na história dessa nação........
E quando pensamos nisso nem tem como não comparar a nossa história com o resto do mundo. E é aí que percebemos que existe alguma coisa errada com ela.
O ano era o de 1968.
O mundo era um lugar tenso, e aqui no Brasil os militares desmandavam e lavavam tudo que podiam e não podiam para que os esqueletos fossem mantidos nos armários........
Situação parecida com que ocorria na barackolândia, diferença é que a vida dos negros lá ainda continuava difícil, e não eram os militares e sim civis com disfunção cérebro-sexual que mantinham o terror em tonalidades presentes.
Muita gente ainda morria nas mãos de idiotas mascarados de branco com sua sede ariana de impotência sexual levada às raias de uma loucura de enforcamento.
Dia 4 de abril de 1968 foi marcado pela morte de uma figura ímpar dentro da história recente da humanidade. Martin Luther King se despedia do mundo onde pregava a luta desarmada, por causa de um tiro de rifle. E assim o país entrava em revolução.
110 cidades apresentaram disturbios sociais violentos e saques, mas uma delas foi salva por causa da música. É isso que mostra o documentário THE NIGHT THAT JAMES BROWN SAVED BOSTON, que conta a história do show realizado pelo músico um dia depois da morte de Luther King e como uma revolta muito maior foi evitada através das palavras de Brown. Nesse documentário de 2008 dirigido por Dave Leaf, com depoimentos de quem estava no palco ou esteve lá no dia, prova que muitas vezes a música é capaz sim de mudar as convicções e o mundo ao nosso redor. James Brown foi capaz de domar uma onda inteira de revolta e descontentamento que já havia devastado muitas cidades americanas. Tudo o que Martin Luhter King colcava em suas idéias Brown foi capaz de sintetizar para evitar com que muito mais pessoas fossem mortas.
Mesmo não sendo pago como deveria ter sido, James foi capaz de segurar a onda de milhares de pessoas. Não só mais uma cidade foi salva, como a luta pela liberdade dos negros americanos acabou ganhando muito mais força.
Gosta de tabelinhas??????
Pois bem, saiu hoje uma baseada no livro Beatlesongs de William J. Dowdling. A tabela mostra quem escreveu o que e qual dos Beatles deram pitaco na composição do outro. Obviamente a esmagadora maioria das canções são de Lennon E McCartney, mas o que é mais bacana é ver o índice de co-autoria. Apenas como preparação para a resenha que está por vir, postamos a tabela. Clica nela para poder ver em tamanho grande......

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