30 de setembro de 2010

 Ele é um dos últimos dinossauros deambulantes e poderosos que andam por um mundo de sons. Em muito mais de 40 anos de carreira Neil Young foi realmente o pai do alternativo. Seja pelas escolhas ou pelos discos. Influenciando a geração da revolução grunge e andando lado a lado com os da geração punk, onde não só fez parte documentalmente, como ainda resiste. Um dos maiores artistas seja no quesito transcendência, ou na atitude.

LE NOISE, o trabalho mais recente do gênio canadense é um disco difícil do ponto de vista prazer em conhecer, afinal de contas o trabalho solo do músico é apoiado em milhares de distorções e efeitos onde não existe uma banda de apoio. Neil e o produtor Daniel Lanois criaram uma atmosfera de comtemplação caleidoscópica que requer tempo para que se aprecie tudo calmamente. Os fãs vão amar, mas não é o disco indicado para começar a conhecer a trajetória do mestre. Mesmo sendo um dos melhores do ano.



Agora um mini documentário de 39 minutos foi lançado com as novas composições fazendo pano de fundo. LE NOISE / THE FILM, mostra in loco (a mansão de Lanois onde o disco foi gravado), Neil tocando as canções inéditas em um show intimista. O clima de experimentação do disco permanece em todos os enquadramentos e vem de encontro com o vértice de experiência imersiva completa. Neil Young mostra que mesmo depois de 40 anos de carreira consegue ir contra o marasmo. Seria muito mais fácil uma coletânea de hits, uma reedição de grandes lançamentos, mas não para o compositor que vive na contramão. Um disco de inéditas, cheio de desconexos sons e peso lento.
Gênio é gênio.....