Vivemos em tempos estranhos...........Pessoas não se entendem mesmo falando a mesma língua, antes até da reforma ortográfica. E os paradoxos seguem dentro de nossas retinas, ativando um lado do nosso cérebro conhecido em muitas ocasiões.Essa apatia despertada pelos fatos comuns e incomuns de nossas vidas seja talvez uma das mais catastróficas em todos os tempos........
Ontem aconteciam duas coisa distintas e muito bizarras. Enquanto por um lado a classe média sedenta por câncer de pele protestava contra a proibição do uso de câmaras de bronzeamento artificial, com cartazes onde podia-se ler Bra Z il (sim escrito com Z), do outro lado escuro do país varoníl estavam se encontrando o presidente do Irã e nosso filme biografado presidente portador de nove dedos. Qual a semelhança entre os dois fatos????
É que tanto as câmaras de brozeamento quanto o presidente do Irã matam pessoas indiscriminadamente..........
E as manifestações são distintas porque a da morenice artificial é pelo direito de morrer belo e a contra a presença do presidente é contra a morte por questões de gênero ou ideologia. Mas então aonde está a apatia???????
Simples. Tudo ocorre muito dentro dos protocolos. As manifestações são mais do que conhecidas e formas de revolta controlada. Afinal de contas o que mudou nos acontecimentos por causa das duas passeatas????
Absolutamente nada. E não quer dizer que sou a favor do brozeamento artificial, mesmo porque eu sou mais branco que os vampiros de Lua Nova. Mas esse tipo de ação conformista é como uma assinatura de passividade inerente ao ser humano que hoje em dia se acostumou com o fato de assaltos acontecerem à céu aberto, crianças pedindo esmolas nos faróis e pequenas tragédias cotidianas que assolam as terras um dia usurpadas de todas as tribos indígenas sem permissão dos deuses da chuva ou da terra.
Um sábio uma vez disse que os seres humanos apenas são capazes de sentirem as diferenças das coisas se um pequeno caos for instalado no meio em que se vive. Quando as coisas ocorrem de acordo com o plano traçado nada muda, mas se por acaso você disser que vai explodir um ônibus escolar ou um hospital, aí sim as pessoas começam a pensar de maneira diferente. Por isso que explodir dois prédio gigantes cheios de pessoas usando dois aviões comerciais tenha sido um fato histórico. E não estou dizendo aqui que é certo matar para causar o caos. Afinal de contas desse jeito dificilmente sobrariam seres humanos dentro da terra, mas já pensou se os morenos mecânicos protestassem pelo direito do câncer de pele todos nus. O impacto seria muito maior do que um cartaz escrito errado. E milhares de drag queens em frente ao congresso com alvos no peito com cartazes de ordem fariam um impacto muito maior contra o presidente que não acredita que ocorreu o holocausto.
E aí, vamos explodir um ônibus???????
E no mundo da música acontece quase que a mesma coisa. Existem bandas que parecem estar fadadas a fazer sempre o mesmo, seguir conforme o plano traçado e não tentar mudar nada. Mas de tempos em tempos os cavaleiros alados dotados de instrumentos de cordas e paquetas passam a traçar métodos caóticos de manter a sanidade dentro de um padrão hospício maravilhoso. É como se o Asilo Arkhan estivesse lotado de gênios.........
E isso pode ser visto no novo álbum da banda THE BRAVERY. Stir The Blood, que vai sair no dia 1º de dezembro não é apenas uma evolução do trabalho anterior da banda americana. É uma declaração de que quando se instala o caos dentro de uma situação onde a estática impera, uma novidade atômica se torna legionária e pulsante.
Desde os primeiros acordes de Adore até a parte final de Sugarpill o que avança pelos nossos canais auditivos é energia experimental em estado de ebulição contínua. A banda faz convites para dançar macabros como na música Slow Poison e chacoalha sua cabeça da maneira mais intensa em Hatefuck, passando bela beleza assimétrica de I Am Your Skin. De uma maneira muito mais do mesmo, o Bravery coloca os dois pés em seu peito nesse fim de ano sem pedir licença e ainda por cima mostra que sim é necessário que o caos tome conta da sua cabeça algumas vezes para poder saber que você está vivo........
Desde os primeiros acordes de Adore até a parte final de Sugarpill o que avança pelos nossos canais auditivos é energia experimental em estado de ebulição contínua. A banda faz convites para dançar macabros como na música Slow Poison e chacoalha sua cabeça da maneira mais intensa em Hatefuck, passando bela beleza assimétrica de I Am Your Skin. De uma maneira muito mais do mesmo, o Bravery coloca os dois pés em seu peito nesse fim de ano sem pedir licença e ainda por cima mostra que sim é necessário que o caos tome conta da sua cabeça algumas vezes para poder saber que você está vivo........
Outra banda que nunca achou o caminho facilmente foram as Vivian Girls. As meninas do Brooklyn conseguiram transcender o rótulo de uma banda de shoegaze (seja lá o que isso quer dizer na verdade.Desde o primeiro disco de 2007 que levava o nome da banda até o mais recente de 2009 Everything Goes Wrong elas vem mostrando que sempre que se coloca um pouco de tempestade caótica dentro de acordes simétricos, as notas simplesmente grudam dentro da parte mais profunda de seu cérebro, e de lá elas teimam em não sair mais. Aqui no GD você vê uma sessão que elas fizeram para a Picthfork no programa Tunnel Vision essa semana.