
De acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia, a patologia homônima é definida por:
"Uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se."
Uma outra definição que mais interessa por assim dizer é a da Associação Brasileira, que diz:
"A epilepsia é, segundo a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), um distúrbio de origem cerebral causado pela predisposição a gerar crises epilépticas e pelas conseqüências biológicas, psicológicas e sociais da condição (ILAE,2005)."
Quando se fala de Ian Curtis, a palavra depressão aparece como um ícone marcante dentro de um ser humano marcado por uma patologia complexa. E essa palavra é o melhor termo para se descrever a epilepsia, afinal de contas uma doença que tem como característica desregular a transmissão neurológica dentro do cérebro, que é uma parte do corpo humano ainda desconhecida em todas as possibilidades, não poderia ser descrita como uma coisa corriqueira.
Mas fala-se muito em um mito em preto, com os olhos fixos em pontos matemáticos onde as estrutras de carbono só faziam sentido dentro de roupas aliens fashions, com os olhos borrados de maquiagem cintilante. Um contraponto perfeito dentro de um tronco destilado em pasta de amendoim, que era tão admirado quanto o alienígena. Várias palavras são ditas sobre a figura quieta e sem interação com as pessoas ao seu redor. Um misto de violência que explodia com uma completa anti sociabilidade. Tons em branco vazio escuro lacrimoso.
Do mesmo jeito que muito se diz sobre uma parte dos campos de concentração onde os soldados nazistas teriam relações sexuais com as judias presas e como esse pedaço de inferno distante, em um desenho na contracapa de An Ideal For A Living adiantava em 20 anos os Strokes (que são os melhores da década passada), do mesmo jeito que milhares de bandas não existiriam sem a mesma fusão de melancolia mais poesia, se não fosse pelo líder imperfeito de um trio de músicos que machucavam os instrumentos de uma maneira matemática fetichista de tocar.

Quando se ouve algumas notas desse som as únicas coisas que se pode pensar são couro, escuridão e sangue.
Muito se fala sobre tudo, mas deixa-se de lado a complexidade de um ser humano intenso. De alguém que não suportaria sentir apenas um pequeno ensaio do infinito. Deixa-se de lado uma atordoante capacidade de resignação diante de um sentimento contido e escondido dentro de um franzino peito de poeta que tinha a presente sensação que estava perdendo o sentimento.
Por muito tempo o mais importante não era a briga interna dentro de seu coração quanto ao paradoxo do sucesso e a perda da essência, muito menos a incapacidade de conciliar a calmaria de uma amor insuperável e a vontade de ganhar o mundo com uma paixão avassaladora.
Nada disso na verdade importa ou tem a coloração principal dentro da história contada bicolormente.
O aspecto contido dentro de uma câmara de lava que derretia convulsões espasmódicas em agonistas e antagonistas, era de uma alma que não podia e não conhecia nada além do sentir em forma bruta e pesada. Escrever sobre isso em linhas de cadernos obssessivamente bem separados por pastas arquivadas, muitas vezes faz com que as pessoas ao redor identifiquem as notas como se fossem algo que calava fundo dentro de suas próprias almas. Mas não desvendava o silêncio e o olhar perdido dentro de uma crítica ao berço da revolução de Engels. Curtis não era um poeta romântico esperando sua taverna e os galões de vinho destilados nos lábios virgens de ninfas perfeitas. Era apenas uma pessoa que fazia marcas d'água do mais interno entrecanto de seu espírito dentro de um papel e isso era tão pessoal quanto qualquer outra coisa que defina você como pessoa inteira. Não era preciso interpretação, ele também não queria isso.
Mas as pessoas precisam de mitos para fazer de suas vidas algo que tenha mais sentido do que um excremento de bactéria regurgitado por um complexo de Golgi rugoso e podre.
Isso em alguém que lutava pelo funcionamento de maneira menos caótica de seu próprio cérebro, é algo que desafia a capacidade de felicidade. Mas para que existe a felicidade se ela é uma das coisas mais estáticas e entediantes que se tem notícia?????
Controle é uma batalha travada em cada micronésimo de célula dentro de um corpo acostumado com as guerras internas que tropeçam tropegamente em ritmos alucinados de contrações musculares. Uma alma com esse tipo de batalha jamais poderá ser decifrada em apenas uma metrica poética convulsiva.
Não existe a necessidade de apreciar a memória de um funeral acompanhado de monges em preto e branco carregando um quadro em tamamho natural. O legado, se é que existe algum, foi o exemplo de um ser humano que sentia tudo ao mesmo tempo. De como o ser humano é capaz de em cada pedaço de pele esfacelado por sentimentos claustrofóbicos, transformar tudo isso em matemática lacrimosa e pesada. Uma música que não queria mudar o mundo, mas transformou um inferno pessoal em público e ainda deixou o tempo se encarregar de polinizar cabeças com uma dose cavalar de pílulas recheadas de sentimentos. A capa que mostra a transformação de uma estrela é a analogia perfeita pra tudo que se passava dentro do vocalista, nada além de uma explosão gigantesca.
A qualidade mais louvável nas palavras de Ian Curtis além da transcendência sonora, é ele ter mostrado ao mundo que a capacidade de sentir algo é tão poderoso quanto o silêncio que nele habitava. Nossa alma é maior que qualquer tentativa de repressão.
"A confusão em seus olhos dizia tudo, ela havia perdido o controle". Pegue-a pela mão e deixe-se levar porque sentir é convulsionar todos os sentidos........
Isso em alguém que lutava pelo funcionamento de maneira menos caótica de seu próprio cérebro, é algo que desafia a capacidade de felicidade. Mas para que existe a felicidade se ela é uma das coisas mais estáticas e entediantes que se tem notícia?????
Controle é uma batalha travada em cada micronésimo de célula dentro de um corpo acostumado com as guerras internas que tropeçam tropegamente em ritmos alucinados de contrações musculares. Uma alma com esse tipo de batalha jamais poderá ser decifrada em apenas uma metrica poética convulsiva.
Não existe a necessidade de apreciar a memória de um funeral acompanhado de monges em preto e branco carregando um quadro em tamamho natural. O legado, se é que existe algum, foi o exemplo de um ser humano que sentia tudo ao mesmo tempo. De como o ser humano é capaz de em cada pedaço de pele esfacelado por sentimentos claustrofóbicos, transformar tudo isso em matemática lacrimosa e pesada. Uma música que não queria mudar o mundo, mas transformou um inferno pessoal em público e ainda deixou o tempo se encarregar de polinizar cabeças com uma dose cavalar de pílulas recheadas de sentimentos. A capa que mostra a transformação de uma estrela é a analogia perfeita pra tudo que se passava dentro do vocalista, nada além de uma explosão gigantesca.
A qualidade mais louvável nas palavras de Ian Curtis além da transcendência sonora, é ele ter mostrado ao mundo que a capacidade de sentir algo é tão poderoso quanto o silêncio que nele habitava. Nossa alma é maior que qualquer tentativa de repressão.
"A confusão em seus olhos dizia tudo, ela havia perdido o controle". Pegue-a pela mão e deixe-se levar porque sentir é convulsionar todos os sentidos........