20 de setembro de 2010

GD 59 CYBER PUNK TRANSFORMADO

Punk

O nome determina não um movimento, na verdade nunca foi a melhor definição da palavra. O que vem dos mais profundos simbologismos desssa simples conjunção de letras que foram na verdade inventadas por um fanzine nos anos 70, é a simples vontade de transcender a imagem da sombra que insiste em atrapalhar a evolução da alma em algo maior.

O punk foi uma das expressões que mais usaram a teoria dos espelhos da psicanálise. Quando foi refletido a imagem das pessoas, elas puderam perceber que a situação não era a melhor possível. E então partiram para o conceito primordial, que é o faça você mesmo.
Agora imagina então esse contexto em nossos tempos. Um blog, não é mais um simples diário. É uma plataforma de livre expressão. Somos todos disseminadores de idéias e de conceitos em uma sessão babilônica do Senado Romano, onde as pessoas tem a voz das palavras à seu favor.

Aliás o que lembra-me das tentativas de se calar esse tipo de liberdade (como andam acontecendo por esses tempos insólitos), devem ser combatidas. Mas meu nome não é Enéas e o assunto aqui não é esse ignóbil que vos escreve.

O astro da semana é um rapaz russo de nome Alexander Semenov. Munido de apenas duas câmeras simples (Canon 550D e uma Nikon D5000 HD) fez algo que Michael Bay, o produtor de Transformers, não conseguiu:

Fazer um filme bom. Corrigindo, bom não, sensacional!!!!!

Como todo bom admirador de Tarantino, existem as citações aos faroestes e seus duelos. A reviravolta no final do roteiro mantém a mini película em alta tensão. Os efeitos especiais, são excelentes, ainda mais quando leva-se em conta que tudo é caseiro. Cenas em câmera lenta com direito ao making-of de extra. Trilha sonora infernal e uma risada nos melhores moldes de Coringa.

Nem precisa dizer que só faltou a Megan Fox, por que dois protagonistas sem camisa é demais né???