18 de outubro de 2010

GD 63 O GÊNIO POR TRÁS DO GÊNIO


Jimmy Hendrix não apenas foi um visionário na questão instrumental, ele era um músico que estava pelo menos algumas décadas à frente de todos. Na maneira de tocar ou na composição dos acordes e também em relação  a tecnologia que levaria a guitarra à um outro nível como instrumento musical. As possibilidades criadas por Hendrix são quase tão infinitas, quanto a capacidade de alquimia que possuia o genial engenheiro de som ROGER MAYER (na foto com o Jimmy Hendrix e o The Experience). O rapaz que construiu o caldeirão mágico do mago.

Roger trabalhava como engenheiro na Marinha Britânica ao final dos anos 60. Ele também era amigo de outro guitarrista e já tinha conversado com ele à respeito de suas invenções. Esse amigo era ninguém menos que Jimmy Page. Foi por causa do guitarrista do Led Zeppelin que Mayer acabou conhecendo Hendrix.

Depois de algumas conversas, o canhoto infernal disse à Roger que ele queria um som mais espacial na guitarra, como se pudesse sentir cada distorção ficando mais pesada e completa, ao mesmo tempo que o amálgama disso tudo fosse uma parede sonora viva e pulsante. O som deveria ser alto e limpo, diferente do que as guitarras ofereciam como capacidade de atingir patamares auditivos. Foi assim que surgiu o pedal de efeito chamado OCTAVIA. Esse apetrecho foi usado pela primeira vez no solo de Purple Haze, e fazia com que o som "subisse" uma oitava acima, efeito causado pela duplicação da frequência sonora. Como você pode ouvir na demonstração feita pelo próprio Roger nesse vídeo.

O engenheiro conta como foi trabalhar com o gênio da guitarra. Ele diverte-se quando lembra a vontade do músico em fazer o público penetrar pelo som da guitarra e simplesmente viajar. Sons cheios de cor, como Hendrix definia...



Sempre lá...