27 de agosto de 2014

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Comissárias de bordo...

Os manequins e seus duros bicos,
não sabem que estão sem cabeça,
sorrisos em alabastros no outdoor,
milhos plásticos ensacados.
Lay's,
laying através dos trilhos,
letting a escada de ferro,
dying...

Através dos pés o cheiros dos restos,
no esgoto a céu aberto,
húmidas narinas sopram as sobras,
os hentulhos das vidas refletindo as noites,
e henfim,
o par de fios hisolantes faz desaparecer o corpo,
mesmo um redondo rosto tentando contato,
em vão.

Vão dos trilhos,
que por momentos incontáveis não existem,
o otimismo encharcado pelo sarcasmo,
os pedaços de um refrão que conduz ao opaco túnel escuro,
onde se escondem os corpos,
desaparecidos na neblina da apatia,
cadáveres desavisados deambulantes,
infinitos da simbologia binária,
                                            [enquanto a mangueira de incêndio reflete apenas a solidão plástica.

O retorno a carregar pecados,
em dois ombros assimétricos,
malditos desvios de conduta,
perseguem os seres todos esses dias,
mesmo enterrados sobrevivem,
corroendo os restos da alma que ainda incrédula sobra,
acreditando em algo que suprimisse o vazio de esperança,
pois esse nada é oco,
como todo chapéu de comissária de bordo,
em seus uniformes simétricos,
diferentes desses ombros enterrados nos trilhos.