porém, tudo bem, dentro da loucura nos achamos
o caos tem sempre algo belo e de graça
que nos acode a alma
sem ao menos saber quem somos
por essas e gomos lisérgicos de maconha azuladahá pirraça dentro do sarcasmo que a vida nos aporrinha
há pirraça na graça de saber que não se há normal
dentro do mundo onde convivemos com graça e pirraça
então pega mais um cigarro e acende essa vida de vez
não me procure no asfalto pois nossa situação é cáustica
jamais beijarei assim quem depositou votos em assassinos
um dia eu sei jamais direi nunca serei tão reacionário
mas quem pode agora dizer que devemos nos calar
enquanto entregam nosso país aos malditos
enquanto nos ensinam que a meritocracia era divina
e na verdade servia apenas de latrina aos racistas
a geração de pais cagadores de regras
que comparavam seus filhos como gado
como quem tinha o pau maior dentro da família
quem era o mais bem sucedido
deram nos a morte da alma através de notas azuis na escola primária
fodam-se os discos levem-nos ao lixo
o importante é sua conta bancária
a mulher médica bem sucedida com que se casaria
que cuspia esperma dentro de uma manhã
em mãos trêmulas e cocainômanas
como preferir a última cartada do capitalismo maldito
quando se pode ser mais
"não é porque você sentiu que aquilo está lá"....
acorda Yorke esse pasto e leva contigo a morte dessa merda toda
mas como não se levar por entre teus meios fins
quando é tão importante ter um carro novo - uma casa enorme - do tamanho da tua pica
e da tua agonia
a lavagem do cérebro que foi feita para amar o se dar bem
"...te amo desde sempre feliz e contente por essa seringa em mim
e não me venha dizer que eu não te mereço
pois tenho o mais belo apreço que nenhum outro amante deu.
vamos embora nessa hora eu você e uma colher vazia de afasia..."
acende de vez essa vida e não me espera que sem pressa
na tua saliva em minha uretra
salvando-me da aristocracia interiorana
por todo o sempre,
AMÉM