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1 de outubro de 2010

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GD 60 TRILHA ESPACIAL


O disco pode ser que demore ou seja jogado fora, mas enquanto isso o RADIOHEAD parece não diminuir o ritmo de trabalho.

Thom Yorke e os cabeças de rádio estão trabalhando na trilha sonora do filme STONE, dirigido por John Curran (Praise, The Painted Vail ), com os pesos-pesados Ed Norton e Robert de Niro.
Norton é amigo da banda e possibilitou o encontro do diretor com Thom e Jonny Greenwood. Como o guitarrista já havia feito as canções para o filme There Will Be Blood então tudo ficou mais fácil. Mas a tarefa não foi assim tão tranquila.

Segundo Norton o desafio dos dois foi criar algo que espiritualmente seja a encarnação do filme na tela. Algo denso e de proporções tão etéreas quanto psicológicas. Na certeza de terem escolhidos os melhores nesse tipo de tarefa quase kármica, a banda terminou as notas. E de acordo ainda com o ator, tudo parece ser uma parede sonora de tons ambientes e estranhos, ou seja, um típico disco do Radiohead.

Stone chega aos cinemas americanos dia 08 de outubro, mas a trilha ainda tem data incerta. O trailer dá uma idéia do que esperar.....

25 de março de 2010

GD 32 PERDAS E GANHOS......



Mais uma vez nesses últimos dias somos surpresos com duas notícias antagônicas, que trazem dentro de sua hélice de genes dois sentimentos distintos. Uma delas é capaz de colocar um pedaço de alegria dentro de segundos, onde antes havia uma fatia de tristeza devido à notícia anterior.
Vamos então primeiro as perdas.
Morreu ontem aos 74 anos o fotógrafo e mago das lentes de abertura rápida JIM MARSHALL. Considerado por muitos como o cara que tinha a melhor intuição do chamado "momento decisivo" no quesito fotografia. Ou seja, aquele instante onde o fotógrafo decide apertar o botão da câmera e fazer com que a imagem seja eterna.
Jim fotografou dezenas de músicos de uma era onde tudo aquilo que se escuta hoje estava sendo iniciado. Fantásticas molduras de momentos que com certeza são históricos para se dizer o mínimo. Pedaços refletidos de almas, mesmo porque uma das características marcantes no trabalho de Marshall era o fato de suas fotos não serem apenas o registro de uma mera imagem de um rockeiro famoso ou artistas de jazz (suas fotos de Miles Davis são lendárias). Suas fotos eram retratos sobre os indivíduos. O foco sempre eram as pessoas e não os mitos por trás desses seres humanos. Talves por isso, elas tenham uma capacidade de fazer com que você ache, que a qualquer momento a imagem se tornará viva e lhe apresentará as mãos para um aperto caloroso. Jim não fazia apenas fotos, ele retratava almas humanas em filme.......

Homenageando o gênio, durante o post todo algumas das fotos mais bacanas de Jim Marshall ilustram o primeiro post do dia:

Essa foto é chamada O Momento Decisivo, e virou ilustração do que foi a carreira de Jim, o artista é John Coltrane.


Mas nem só de tristezas se começa uma quinta feira e isso já é um motivo de comemoração. Afinal de contas outras coisas geniais serão vistas........

Saiu ontem na calada da madrugada brasileira o primeiro vídeo da série de muitos que ilustraram outras almas e outros cantos. O projeto The Record Club, do cantor que pode vir ao Brasil esse ano BECK, iniciou as atividades nessa semana. Com a participação de vários músicos e amigos, a gangue recria discos inteiros e os coloca em forma de vídeos no site do cantor. O primeiro a ser regravado foi o Velvet Underground, e agora o projeto já está em sua empreitada mais recente. Dessa vez a peça escolhida foi KICK, da banda australiana de pop rock dos anos 80 INXS.
Para essa edição quem participará do projeto, que já teve nomes como Wilco e Flaming Lips envolvidos, é uma reunião de nomes não menos importantes. St. Vincent, Liars e Sérgio Dias o nosso mutante.Os discos são regravados pela ordem das músicas e elas são colocadas na internet dessa forma. Esse disco demorou 12 horas do dia 3 de março para ser gravado e a música GUNS IN THE SKY, a primeira ficou assim:

Record Club: INXS "Guns In The Sky" from Beck Hansen on Vimeo.

Essa é outra da série lendas, as fotos do cantor Johnny Cash se apresentando da Prisão de San Quentin, em 1969.

Josh Homme em campanha por um mundo melhor........
O vocalista e tão hiperativo quanto Jack White, fez um vídeo para o projeto RECORD STORE DAY. O objetivo é encorajar a geração movida à downloads, frequentarem lojas de discos. Sim aqueles feitos da maneira mais antiga sem o uso do botão Burn do seu ripador de mp3. Ocorrendo no dia 17 de abril, é uma maneira de incentivo e uma nota pra que essa grande forma de divertimento, porque sim entrar em uma loja de discos e passar horas na companhia de seus melhores amigos (estou falando das bandas e seus discos) é nada mais que pura nona maravilha do mundo. Aproveite e entenda o que é o orgasmo auditivo que Josh cita......



Essa nem precisa muita explicação. Histórica e icônica Hendrix tocando fogo literalmente......

Mais fotos de Marshall no decorrer do dia e mais notícias felizes também.......

24 de novembro de 2009

Estou ouvindo nesse exato momento duas trilhas sonoras. Primeiro é a do filme Juno, que aliás é um dos meus preferidos. Seja pelo roteiro cheio de citações e bem sacado ou pelos atores, todos sensacionais.
Tenho o costume de assistir um filme pelo menos umas 5 vezes. Não me pergunte por que dessa mania, mas eu tenho. 2001 eu já assisti 22 vezes, Quase Famosos umas 15 e por aí vai........
Mas dessa sexta vez que assisti Juno eu resolvi prestar atenção na trilha sonora. Não que não o tivesse feito das outras vezes, mas dessa vez não me distrai com Jennifer Gardner e ficou tudo mais claro, aliás ficou tudo mais lindo e cheio de nuances de cor azul fúcsia..........
O filme da adolescente grávida é sutil até o último talo de lágrima que desce pelas sua face na cena em que Vanessa conversa com a barriga de Juno dentro do shopping. Ou mesmo quando no pós parto, Michel Cera após bater o recorde em uma prova de atletismo corre para o hospital e fica abraçado com ela o tempo todo.
Não é só porque a cena tem todo um toque de épico, onde o grande guerreiro após vencer uma batalha volta aos braços de sua amada em sofrimento com o nascimento de seu próprio filho. Mas toda a sutileza das duas lágrimas que caem do rosto de Juno nesse momento tão ardorosamente sublime fazem desse filme uma sucessão de pequenas notas com cheiros agridoces e de beleza ímpar. E a trilha segue nessa linha de sutilezas mostruosamente sensacionais. Mesmo quando apenas as intervenções pequenas de Kimya Dawson em um minuto fazem sua cabeça flutuar por nuvens cheias de água, ou quando Belle & Sebastian mostram toda uma volatilidade em duas canções memoráveis ( Expectations e Piazza, New Yorker Catcher). E mesmo sendo a grande música do disco a versão de Superstar do Sonic Youth, toda a trilha guarda uma magia cheia de incertezas e desesperanças mas muito mais sublimes e celestialmente agrupadas por entre cavalos marinhos dotados de asas............
Aqui vão algumas das canções dessa trilha sensacional:








Ellen Page & Michael Cera / Anyone Else But You






Cat Power / Sea Of Love


A outra trilha em questão é a da continuação da saga vampiresca hypada Crespúsculo, New Moon. Eu não assisti o filme mas acho que nem preciso porque já sei como acaba e o que se passa de tanto ler resenhas ou comentários de todas as meninas que quase perderam o queixo quando o personagem Jacob tira a camisa para curar um ferimento menor que unha do dedo mínimo do pé da personagem Bella. Mas o que é mais engraçado é o seguinte:
Toda a saga escrita pela primeira escritora, que é mais bonita que a protagonista dos filmes, tem um ar teen spirit sem precedentes. As agruras do primeiro amor e este ser aquele seu vizinho que seu pai odeia e acha que é um maconheiro de mão cheia, além é claro de todos os amigos perigosos que o pretendente a Romeu dantesco tem já é assunto consumado. Transformações em mundos adolescentes femininos mais todo o sexismo que o assunto vampiros traz consigo (aliás o fato desses seres não terem ultrapassado a fase oral é lastimável.....) é certeza de vendas astronômicas. Atenha-se ao fato de que o filme já rendeu mais de 170 milhonetas.
Mas e a trilha??????
Bom começa bem com Dead Cab For Cutie. Mas aí cabe uma conspiração.........
Quando eu assisti o primeiro filme (em um domingo de ressaca sem precedentes e por isso mesmo nada melhor que água com açúcar não é verdade????) , não achei aquelas coisas. Aliás o filme é até chato demais. Drácula do Coppola é muito mais filme e muito mais história de amor, mas para curar ressaca até que o filme foi bom. E não posso esquecer da personagem Alice Cullen interpretada por Ashley Greene, aliás a única razão pra que eu veja os outros filmes. Além de muito mais bonita que a protagonista ela é daquelas figuras femininas do cinema que você volta para casa tendo a certeza que vai sonhar que é sua namorada durante aquela noite. Aliás você apresentaria para seus pais sem uma sombra de dúvida sequer!!!!!!
Mesmo com os tablóides americanos dizendo que ela é meio sem vergonha e bi-sexual.........
Mas largando os hormônios e voltando à conspiração..........
Final de filme, a dor de cabeça indo embora mas a película tinha deixado a sensação de ser muito fraca, até que.........
Sobem os créditos e ouço 15 Steps do Radiohead!!!!!!!!!!! Como assim??????? Minha banda predileta se vendeu ao estrelismo "muderninho"?????? Tom Yorke tomou ácido demais??????
Não sei, mas nesse mesmo minuto comecei a achar o filme "legalzinho". Já na segunda estrofe estava cantando a música junto e a dor de cabeça havia sumido. E não é que a história de amor dos dois protagonistas é boa!!!!!! Já até estava gostando mais do filme..............
Ao final da messiânica música dos cabeças de rádio eu já queria saber quando o segundo filme ia sair (hahahahahaha), e nesse minuto a luz veio sobre minha cabeça inchada!!!!!!!!
Esses produtores são mesmo astutos (inclusive mais do que o Chapolim)!!!!!!
Colocam músicas do chamado rock alternativo em filmes "mudernosos", para que você como em qualquer mensagem subliminar seja compelido a gostar do filme. Sabe aquela propaganda daquele refrigerante famoso que aparecia no canto das telas do cinema e que ninguém conseguia ver porque passava em milésimos de segundo, mas fazia com que todo mundo no cinema ficasse com sede e quisesse o refrigerante com cor de água suja?????
Pois bem, a trilha de New Moon é cheia de mensagens subliminares desse tipo. Pulsando a cada nota as palavras "veja o filme", "é uma película obrigatória!!!!!!", "você precisa ver!!!!!". Músicas das chamadas bandas indie estão espalhadas por toda a bolacha. St. Vicent, Tom Yorke fazem parte dessa conspiração hollywoodyana. Mas dessa vez o feitiço virou contra o vampiro.........
A trilha nunca decola de verdade e é tão indecisa quanto a personagem de Kristen Stewart. No início com o Dead Cab e a música de Tom Yorke (a melhor do disco todo) , você até começa a sentir os efeitos das mensagens subliminares, mas é só.
Tudo muito arrastado e nem a presença de The Killers (White Demon Love Song) salva o disco de ser uma das piores trilhas de todos os tempos. Aliás a música do Killers chega a ser tão ruim que me deixa em paz comigo mesmo por não ter ido no show deles sábado passado.........
E mesmo a bela canção Done All Wrong do Black Rebel Motorcycle Club se mostra deslocada dentro de um caldeirão de clichês sem precedentes. Morno como um sorriso amarelo, esse disco dá sinais de vida apenas com algumas bandas, entre elas Hurricane Bells (Monsters), Sea Wolf ( The Violet Hour) e a singela mais sensacional Slow Life com Grizzly Bear e Victoria Legrand que você ouve aqui..........








Grizzly Bear & Victoria Legrand / Slow Life

De resto corra como Robert Pattinson corre da cruz. Se você quiser saber o que o amor significa em uma história aonde as cores são sempre degradantemente belas e distorcidas não se perca na chuva e garoa da cidade de Forks e vá em direção à Juno...........

Agora por favor uma licença que depois de tanto amor eu necessito ouvir Iggy Pop e os Stooges!!!!!!!!!!!
No Fun My Baby, No Fun!!!!!!