
Nesse último sábado dia 17, aconteceu o já tão postado e falado RECORD STORE DAY. O que tem um ato de homenagem pelas lojas independentes de discos, guarda uma clemência violenta dentro de seu contexto. O de salvar o hábito de comprar música.
Sim porque como todo mundo já está careca de saber depois do mp3, as coisas começaram a ficar um pouco mais complicadas. Como em Wall-E, as pessoas agora sentam-se em frente a sua poltrona mais confortável e esperam o dia do vazamento. Longe de cuspir no prato usado, mas isso torna as coisas uma via incontrolável. Veja o exemplo de bandas que antecipam o lançamento de seus discos devido a quantidade de gente que já possui o registro antes.
Mas a grande sacada desse dia criado por Eric Levin, Michael Kurtz, Carrie Colliton, Amy Dorfman, Don Van Cleave e Brian Poehner, através da idéia original de Chris Brown, não é apenas dar um grito em relação à salvação.
Mas sim fazer com que as pessoas descubram músicas novas ou aquelas raridades como essa por exemplo:
Tudo é muito simples:
Durante um dia todo as lojas de discos oferecem, por aqueles precinhos camaradas singles e EPs feitos especialmente para o dia. Existem relançamentos como o EP ao vivo do Elvis Costello ou uma música inédito do Blur, que há treze anos não lançava nada novo. A lista é infinita, incluindo aí um disco dos Beatles feito especialmente para o dia esse ano. Funciona????
Sim e não....
Hoje já li relatos de que a reclamação maior sobre o RDS é a que pessoas vão as lojas e compram os discos e depois revendem à preços bem maiores do que pagaram em sites como o E-Bay. Inclusive existe um artigo sobre isso na NME dessa semana. E que ainda falta um pouco de organização quanto a logística da coisa toda. Não se acha tudo o que se quer e por aí vai....
Imagino que as lojas que fazem queima de estoque tenham o mesmo problema.
A parte boa é o acesso que todo mundo tem em relação ao material. Em um mundo onde o computador modificou a maneira de se ouvir música, é divino saber que ainda se pode entrar em uma loja e comprar aquele som inédito e todo o estímulo corticoideano que se tem ao colocar as mãos na bolacha. O peso, o cheiro e as capinhas são sensações que remetem à uma felicidade apenas comparável à comprar um livro (já volto á esse assunto do livro logo, logo.....).
Durante um dia todo as lojas de discos oferecem, por aqueles precinhos camaradas singles e EPs feitos especialmente para o dia. Existem relançamentos como o EP ao vivo do Elvis Costello ou uma música inédito do Blur, que há treze anos não lançava nada novo. A lista é infinita, incluindo aí um disco dos Beatles feito especialmente para o dia esse ano. Funciona????
Sim e não....
Hoje já li relatos de que a reclamação maior sobre o RDS é a que pessoas vão as lojas e compram os discos e depois revendem à preços bem maiores do que pagaram em sites como o E-Bay. Inclusive existe um artigo sobre isso na NME dessa semana. E que ainda falta um pouco de organização quanto a logística da coisa toda. Não se acha tudo o que se quer e por aí vai....
Imagino que as lojas que fazem queima de estoque tenham o mesmo problema.
A parte boa é o acesso que todo mundo tem em relação ao material. Em um mundo onde o computador modificou a maneira de se ouvir música, é divino saber que ainda se pode entrar em uma loja e comprar aquele som inédito e todo o estímulo corticoideano que se tem ao colocar as mãos na bolacha. O peso, o cheiro e as capinhas são sensações que remetem à uma felicidade apenas comparável à comprar um livro (já volto á esse assunto do livro logo, logo.....).
Atualmente existem mais de 800 lojas participando e muitos países (30) aderindo ao dia. Na Barackolândia por exemplo muitas cidades já colocam a data como dia especial no calendário e a tendência é que isso apenas aumente. Com a adesão de Nova Yorke então a coisa pode virar nacional de uma vez.
Mas e o Brasil???
Entramos nessa, afinal de contas o consumo de música aqui é quase tão devastador quanto aquela nuvem vulcânica.
Muito bom, mas quantas lojas participam daqui???
DUAS:
A MONSTRO DISCOS, de Goiânia que começou em 1998 e até hoje tem o mercado independente com alvo (e uns precinhos muito mais do que camaradas).
Aliás fica a dica:
LOJISTA ANUNCIE AQUI!!!!!
A outra heróica loja é a PLANO B/LAPA. Também organizadora de eventos relacionados à música. Muito bacana, mas cadê o resto?????
Em uma busca rápida dá para se encontrar pelo menos mais de mil lojas (1082 para ser mais exato), espalhadas pelo país. Então porque será que o povo que mais consome música tem apenas duas participando????
Para se inscrever para o evento e cadastrar a sua loja pelo site do RDS, existe tanta dificuldade quanto se registrar em qualquer outra coisa na internet, ou seja, nenhuma. Você inscreve a loja e depois passa à organização que tipo de evento você vai promover em relação ao dia. Pode ser vender discos, promover shows. Eles pedem uma confirmação de instalação dos banners virtuais no site da loja e pronto. Você é um feliz participante do evento que vem crescendo a cada ano......
Você escolhe.
Mas então por que mais lojas não aderem a causa???
Perguntas um pouco sem respostas, afinal de contas especular sobre a má vontade ou falta de gravadoras de lançar esse tipo de material aqui, é apenas perigosa suposição. Mesmo porque existe sempre a possibilidade de ouvir que o mercado brasileiro não comporta esse tipo de iniciativa.
Não quero especular, meu nome não é Nelson Rubens. Mas esse quadro poderia ser mudado, e muito.
Mas e o Brasil???
Entramos nessa, afinal de contas o consumo de música aqui é quase tão devastador quanto aquela nuvem vulcânica.
Muito bom, mas quantas lojas participam daqui???
DUAS:
A MONSTRO DISCOS, de Goiânia que começou em 1998 e até hoje tem o mercado independente com alvo (e uns precinhos muito mais do que camaradas).
Aliás fica a dica:
LOJISTA ANUNCIE AQUI!!!!!
A outra heróica loja é a PLANO B/LAPA. Também organizadora de eventos relacionados à música. Muito bacana, mas cadê o resto?????
Em uma busca rápida dá para se encontrar pelo menos mais de mil lojas (1082 para ser mais exato), espalhadas pelo país. Então porque será que o povo que mais consome música tem apenas duas participando????
Para se inscrever para o evento e cadastrar a sua loja pelo site do RDS, existe tanta dificuldade quanto se registrar em qualquer outra coisa na internet, ou seja, nenhuma. Você inscreve a loja e depois passa à organização que tipo de evento você vai promover em relação ao dia. Pode ser vender discos, promover shows. Eles pedem uma confirmação de instalação dos banners virtuais no site da loja e pronto. Você é um feliz participante do evento que vem crescendo a cada ano......
Você escolhe.
Mas então por que mais lojas não aderem a causa???
Perguntas um pouco sem respostas, afinal de contas especular sobre a má vontade ou falta de gravadoras de lançar esse tipo de material aqui, é apenas perigosa suposição. Mesmo porque existe sempre a possibilidade de ouvir que o mercado brasileiro não comporta esse tipo de iniciativa.
Não quero especular, meu nome não é Nelson Rubens. Mas esse quadro poderia ser mudado, e muito.
Vamos por partes, meu curioso leitor pertencente ao seleto grupos das sete polegadas:
Temos uma quantidade de bandas independentes que não perdem em nenhum número para as bandas de fora. E veja bem que eu não quero entrar no mérito se elas são boas ou não. Quero apenas manter você atendo-se ao fato de que sim elas são muitas.
Já cansei de escrever aqui que existe a possibilidade de fazer material bom e barato com discos ou EP's. Existem empresas que estão começando no mercado brasileiro que já tem projetos muito bacanas e continuam a despejar essa força na música.
Mas mesmo assim a idéia não parece ter decolado dentro de uma cidade como São Paulo. O que chega a ser até um contra senso, visto que aqui a tal cena indie é uma das mais fortes do país. Nem a histórica Baratos Afins, uma das mais antigas e resisistentes lojas de vinis participou.
Talvez o problema maior, não seja a falta de bandas ou de lojas. Vivemos dentro de um mundo onde a procura por boas bandas nacionais ainda é pequena (esse blog por exemplo, apresentou apenas 3 até hoje, e uma delas morava na Inglaterra, mesmo porque o objetivo do GD não é esse). E as bandas que são marketinizadas nos blogs mais modernosos não passam de duas ou três. Sempre as mesmas, sempre os mesmo elogios e sempre as mesmas adulações. E novamente eu volto a dizer, a questão aqui nem é discorrer sobre o que é bom ou não é. Afinal de contas seu gosto é diferente do meu que diferente do dela e por aí vai.
Mas muitas vezes a impressão que é passada de um grupo fechado onde apenas os estudantes de calças xadrez podem entrar é eminente. A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim........
Muitas vezes as bandas nem são tão boas assim, mas parece que quanto mais amigos "muderninhos", mais o nome aparece. E isso pode ser perigoso. Imagina você que tem uma banda com um som arrasador (pelo menos na sua cabeça) e pode com um dia como o RDS aparecer mais, mas por conta desse bairrismo às avessas fica jogado ao gueto dos excluídos do mundo indie.
A falta de coorporativismo dentro das bandas também atrapalha e isso nem sou eu que falo, muitos artigos escritos por músicos nacionais já tratam de dizer.
Longe dizer que esse é o motivo que causa a baixa adesão, mas é necessário começar a tentar mudar isso. Cavar mais, falar mais (inclusive eu mesmo) sobre essas bandas. E o mais importante, promover mais. Parar de bater tanto nas mesmas teclas que desgastam e que parecem apenas existir como sendo as únicas alternativas. O alternativo na verdade tem esse nome porque foge do ritual do habitual, mas isso não parece acontecer.
Necessário seria uma iniciativa do tipo, você que tem uma banda, mande o EP para a loja tal que o ano que vem quando participarmos do RDS sua música poderá ser vendida e você poderá sair desse gueto. Com também usar o RDS para se fazer um book day store, onde a experiência de comprar um livro seja tão boa quanto. Afinal de contas ler em um I-Pad é uma das coisas mais enfadonhas que eu já vi. Não tem vida, do mesmo jeito que o monopólio monótono dos nomes únicos também não. Imagina um RDS onde você encontra apenas dois ou três nomes nacionais. Chato......
Mais bandas, mais músicas e mais EPs e singles. Se eles tem ou não qualidade quem decide é quem compra, mas a liberdade de escolha só é possível quando se tem escolhas.....
Temos uma quantidade de bandas independentes que não perdem em nenhum número para as bandas de fora. E veja bem que eu não quero entrar no mérito se elas são boas ou não. Quero apenas manter você atendo-se ao fato de que sim elas são muitas.
Já cansei de escrever aqui que existe a possibilidade de fazer material bom e barato com discos ou EP's. Existem empresas que estão começando no mercado brasileiro que já tem projetos muito bacanas e continuam a despejar essa força na música.
Mas mesmo assim a idéia não parece ter decolado dentro de uma cidade como São Paulo. O que chega a ser até um contra senso, visto que aqui a tal cena indie é uma das mais fortes do país. Nem a histórica Baratos Afins, uma das mais antigas e resisistentes lojas de vinis participou.
Talvez o problema maior, não seja a falta de bandas ou de lojas. Vivemos dentro de um mundo onde a procura por boas bandas nacionais ainda é pequena (esse blog por exemplo, apresentou apenas 3 até hoje, e uma delas morava na Inglaterra, mesmo porque o objetivo do GD não é esse). E as bandas que são marketinizadas nos blogs mais modernosos não passam de duas ou três. Sempre as mesmas, sempre os mesmo elogios e sempre as mesmas adulações. E novamente eu volto a dizer, a questão aqui nem é discorrer sobre o que é bom ou não é. Afinal de contas seu gosto é diferente do meu que diferente do dela e por aí vai.
Mas muitas vezes a impressão que é passada de um grupo fechado onde apenas os estudantes de calças xadrez podem entrar é eminente. A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim........
Muitas vezes as bandas nem são tão boas assim, mas parece que quanto mais amigos "muderninhos", mais o nome aparece. E isso pode ser perigoso. Imagina você que tem uma banda com um som arrasador (pelo menos na sua cabeça) e pode com um dia como o RDS aparecer mais, mas por conta desse bairrismo às avessas fica jogado ao gueto dos excluídos do mundo indie.
A falta de coorporativismo dentro das bandas também atrapalha e isso nem sou eu que falo, muitos artigos escritos por músicos nacionais já tratam de dizer.
Longe dizer que esse é o motivo que causa a baixa adesão, mas é necessário começar a tentar mudar isso. Cavar mais, falar mais (inclusive eu mesmo) sobre essas bandas. E o mais importante, promover mais. Parar de bater tanto nas mesmas teclas que desgastam e que parecem apenas existir como sendo as únicas alternativas. O alternativo na verdade tem esse nome porque foge do ritual do habitual, mas isso não parece acontecer.
Necessário seria uma iniciativa do tipo, você que tem uma banda, mande o EP para a loja tal que o ano que vem quando participarmos do RDS sua música poderá ser vendida e você poderá sair desse gueto. Com também usar o RDS para se fazer um book day store, onde a experiência de comprar um livro seja tão boa quanto. Afinal de contas ler em um I-Pad é uma das coisas mais enfadonhas que eu já vi. Não tem vida, do mesmo jeito que o monopólio monótono dos nomes únicos também não. Imagina um RDS onde você encontra apenas dois ou três nomes nacionais. Chato......
Mais bandas, mais músicas e mais EPs e singles. Se eles tem ou não qualidade quem decide é quem compra, mas a liberdade de escolha só é possível quando se tem escolhas.....