1 de julho de 2010

Existe uma nova onda na linha evolucional e ela não é a volta do Dubstep londrino às paradas americanas. Mesmo sabendo que o ritmo eletrônico lisérgico explosivo tem alcançado inúmeras resenhas positivas dentro do cenário da música.
Essa volta do gênero que nasceu em 2000 e tem na sua cadeia genética uma relação de peso com elementos do dub e do 2-step, vem sendo lentamente sentida nos clubes americanos e londrinos. Um pequeno revival com nomes como Skream, Toasty, MRK1, Flux Pavillion entre outros grandes produtores e DJ's já havia começado em janeiro, mas agora parece que a cena toda anda com a volatilidade extrema de pré explosão.
Tanto assim que uma das mais badaladas casas noturnas e editora de música eletrônica, a MINISTRY OF SOUND acaba de lançar um disco duplo apenas com a nata do que está rolando no dubstep em 2010. E o mundo dos alternativos também já se rendeu ao estilo no momento em que a banda queridinha de 9 entre 10 indies em 2009, o Passion Pit, lançou um remix da canção Sleephead, feito por um dos nomes do gênero (Borgore).




Mas não é só em sons que se vive uma revolução em massa. Hoje uma das publicações mais respeitadas dentro do gênero tecnologia virtual, a MASHABLE, em sua sessão de entretenimento noticiou que a canal de vídeos dentro do You Tube, VEVO, está lançando mais uma ramificação dentro do site apenas dedicada aos artistas novos ou obscuros. O canal vai manter um conteúdo diferente da idéia original, lançada em dezembro de 2009 quando três grandes empresas (Sony, Universal e Abu Dhabi Media Company) iniciaram o despejo de conteúdo dentro do canal de vídeos que possui a tecnologia proveniente do You Tube.



Essa é uma estratégia que vai paralela aos números divulgados hoje em relação ao aumento da quantidade de video-clips dentro da internet. A procura é tanta que, uma em cada quatro pessoas que utilizam a internet assistem aquilo que um dia foi conteúdo apenas da MTV, pela tela binária. Isso representa dentro do mercado americano por exemplo 43,6 milhões de espectadores, muita gente pra conhecer música e um mercado extremamente rentável. Obviamente que a questão do aumento do número de vídeos ainda passa longe da discussão sobre a pirataria, mas mesmo o VEVO tendo por enquanto apenas artistas como Lady Gaga e Justin Beiber e Beyonce, os números são no mínimo assustadores.
30 billhões de visualizações apenas no mês de abril de 2010, sendo que desse número 42% são referentes aos sites do Google (incluindo aí o You Tube). Imagina então a multiplicação desses números quando cria-se um novo espaço para os vídeos mais alternativos.....



Mas isso está longe de mostrar que o apocalipse dos canais de video clips chegou. Mesmo sabendo os esforços desesperados tanto da MTV gringa como na brasileira para manterem-se dentro de um margem boa de mercado. A enxurrada de reality-shows no canal mãe e a segmentação de programas da filial brazuca mostram isso já há pelo menos dois anos. Mas a tecnologia ainda anda devagar em relação a qualidade de imagem dentro da internet.
O GD conversou com a produtora de vídeos Priscila Moreira, e a grande dificuldade ainda é que para se produzir conteúdo dentro da internet é a compressão dos arquivos, que dificulta a melhor qualidade de imagem.
Mas mesmo sendo essa evolução lenta e gradual, ela já está acontecendo. Como pode ser comprovado dentro dos discursos de pensadores como o alemão Gerd Leonhard.
Perguntado no programa Roda Viva, na TV Cultura sobre o que ele compraria para acompanhar a evolução da tecnologia. A resposta foi simples, Gerd disse que compraria uma máquina que fosse atrelada à uma televisão. Pela visão do pensador tudo será feito dentro do computador e isso pode não demorar a chegar.
Então diferentemente da EMI, o canal de vídeos mostra que é inevitável que o conteúdo daquele tubo outrora moderno, seja à partir de agora mostrado em telas finas e com tecnologia HD octaedrocubana.