23 de abril de 2014

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Quando enfim o pus virar saliva.

Parecia o contorno,
do corpo,
na vestimenta, não era.

A marca da pele
– escondida,
forma atrela.

Meu pau precipita,
em seus lábios
– espera.

Quando enfim
– o pus virou saliva,
bálsamo era.

Minha língua sem mãos [atadas,
lasciva-te os bicos dos seios
– eletrosfera.

De quatro clamando
– o penetrar perpétuo,
lua angarela.

Uma angra de gravezas
– espuma o ódio,
falta sincera.

As gramíneas andam,
escorrem tua chuva
– sentir os fios, atmosfera.

Apenas deitar em teu vale,
a pena valeria
– tua boca, o dissabor cancela.