é feita aos sorrisos
costura-se uma ferida
abrindo-se
outra outrora fechada
Desesperança no avistar
a pele
envolta em névoa
Concreto a queimar
córneas
maneira prima
do lacrimejar
O coração é uma catapulta
despedaçand’alma
em alguma parede de concreto
Toda a vez que elucido a liberdade
penso em tua morte...
libera a lágrima
restos de mim desaparecem
como meu todo outrora
Assim o acerto do ódio
corre em meus olhos
a tristeza infinita
O aço forjado
a lava pétrea
a alma moldada em ferro
e restos
Como queria chorar desmedido
esperar mais tempo até mentir
minha alegria, bom mocismo e paciência
Um cronômetro de informações
epiléptico, ininterrupto
soldando falsamente
sinapses inexatas na falha substância cinza
Enquanto o Universo finge
se importar
vivalmas fingem comprometer-se
Tudo então para nos olhos
ódio, ferro,
lava, restos,
mentiras, fingimento...
Enquanto um bug não cessa
o experimento binário de Pavlov