13 de outubro de 2015

estão a morrer
árvores na primavera
retrovírus, anti-vírus
spoilers de extermínio
carrocratas beneficiados
por supostos esquemas
de corrupção
batem panelas nas sacadas

realçar
poesias de cadáveres
retalhados
cento e quarenta caracteres
apressados
inexistente vida
viciados

entretanto o tempo
onde almas
aceitam-se
despidas de avatares
vive próximo
ao aparato da morte

ausentes pedaçosd'alma
desaparecem
como o corpo em um desmaio

existem instagramações
orgânicas
em conversas presenciais
feitas por mãos
bocas & palatos
a emojizar
posturas como pausas dramáticas

o desaparecimento do silêncio
tempo a perder-se
estelionato cartesiano do cotidiano.