27 de novembro de 2015

A Fábrica de Medos
abre suas portas - Raivosas
Gaiolas repletas de cães
Ordinary Bellicose Master

Asas egoístas libertas
sombreando corpos em dor

Plenas maneiras ímpares
alcançadas pelas mãos
extensíveis

-- Uma Casa Celestial feita de sangue
única saída de muitas Portas, Cedro
iluminúrias. Uma abóboda
de eterno rebentar -- Catarse

Enquanto o cérebro
percorre trilhos

Esvai-se em elétricas trilhas
exatas

Confronto sempre aos bordos
N'uma Guerra sempre Infinita
onde o  Ódio
sempre mais perene que a Vida

Voar, voar, voar, Voe!

Acima da poluição & penas castas d'óleo
Acima dos rastro dos corpos Secos & Mortos
Acima do cadafalso de uma vida dodecassílaba

Pois sombras de um esconder são diáporas
Pois o cuidado arou giros do cíngulo
Pois para sempre tornou o encéfalo cravado

Enfim a Ira tornou-se névoa
Enfim como fuligem soprada
Enfim deteriorou-se
                                [nas arestas

Destrua então A Máquina sem Asas
Branca Máquina sem coração ou Vivalma
Máquina senso higienista
Alocada me órbitas meritocráticas
Geneticamente nascidas em brancos bandeirantes