Mostrando postagens com marcador nova leva de poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nova leva de poesias. Mostrar todas as postagens

29 de agosto de 2020

o tempo força antecipadamente
frustrações.

como se a cada volta
dum metrônomo

,enquanto mãos alcançam o vazio,

seduz promessas do futuro.

no fim gargalha sarcasmo,
crava tapinhas nas costas
no passado.

ciclo fixo no espaço,
escape eterno pelos dedos

[isca
fomenta promessa afogada,
alcalina.
ecoando pr [a] lém
das bolhas espaciais.

assim,
ao sentir o carinho frio do ontem...
enquanto o desejo se forma para tornar-se outrora,
o tempo tique traquina troças

[por saber:
que só se alimenta o presente.

         




3 de agosto de 2017

,

depois do verbo

poeira que se sente ao ranger
dos dentes
o esconderijo das consoantes
em vogais de arrimo
a vida só começa depois do verbo

todas as disfunções vistas nesta cidade
o Jazz gentrificado faz fundo
aos seis furos d'uma lata
alumínio em brasa

BAQUE TRAQUE CLAQUE
CATRAQUE
RATATAATAQUE

histeria de concreto
duas paredes levantadas
em argamassa & destroços
o contratempo no segundo refrão
é só um aneurisma
que explode
                                                     [dia após dia

as canções d'amor nascidas
no cartesiano
aos tapas disputadas
por bocas evisceradas & escorpiões
nas pontas das patas

                                                   [minha entrada no rol dos mártires foi revogada.

4 de maio de 2017