13 de fevereiro de 2013

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Trago



Amor perdido
ardiloso
pelo asfalto
ungido
em piche de solidão
amargo
queima pelos cantos
nos bueiros
penetra em sonhos
cansados
distorce uma morte
anunciação
mas a vida é trago
amargurado
cinza de cigarro
dissolvida
em cada pele úmida
perdão
por isso em mirante
suspenso
amálgama das mãos
no horizonte
sem amarração absurda
enfim.