Aperta, espera então –
o ar chegar.
Despertar tremores,
o além,
sonhar amaram.
Sonhar sem vazio,
a boca,
as mãos sem frio,
tatear. Infinito,
sentir o ar chegar.
Aos poucos, soluçando uma passagem,
devagar. O corpo translado do lado –
da alma,
a dançar.
Estirada,
saciada aos sorrisos, por dias –
e horas. [A alma sente o ar.
A carne aperta, vandaliza.
O melaço,
a caiar se espalha.
O corpo espreme-se,
se contorce.
Espera faltar
o chão.
E falta então,
some assim,
sem mais aviso,
com precisão.
Em par, em laço,
entrelaço a salivar,
- desfalecer
quando -,
o quase o fim.
Espera a vida ,
então diluir o ar.
Vai-se lá o vazio,
esperando que lhe acenem,
calmo. Percebendo seu destino,
a pesar.
Veja lá que assim deve ser o infinito,
sem pressa, involuntário,
de trajetória par.
Peca então pele,
expõe as artérias arestas. Deixa o ar,
entrelaçar amaram em mim.