4 de abril de 2014

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De Ontem Amaram

Aperta, espera então –
o ar chegar.

Despertar tremores,
o além,
sonhar amaram.

Sonhar sem vazio,
a boca, as mãos sem frio,
tatear. Infinito,

sentir o ar chegar.

Aos poucos, soluçando uma passagem,
devagar. O corpo translado do lado –
da alma,
a dançar.

Estirada, saciada aos sorrisos, por dias –
e horas. [A alma sente o ar.

A carne aperta, vandaliza.
O melaço,
a caiar se espalha.

O corpo espreme-se,
se contorce.
Espera faltar o chão.

E falta então, some assim,
sem mais aviso,
com precisão.

Em par, em laço,
entrelaço a salivar,
- desfalecer quando -,
o quase o fim.

Espera a vida ,
então diluir o ar.

Vai-se lá o vazio,
esperando que lhe acenem,
calmo. Percebendo seu destino,
a pesar.

Veja lá que assim deve ser o infinito,
sem pressa, involuntário,
de trajetória par.

Peca então pele,
expõe as artérias arestas. Deixa o ar,
entrelaçar amaram em mim.