Olhando o teto,
não entenderia uma só palavra,
com óbvia repetição,
poderia,
porém não.
Ao chão,
poderia direcionar meu olhar
ao chão,
mas não o fiz.
Ouvi então mais uma vez,
por um triz,
quase escapei da voz.
Poderia, mas não desta feita,
como sempre,
sempre minha saída.
Fugi, atrás do plausível acalento no desprezo,
entretanto,
a insistência era atroz.
Por mais uma vez,
estimulando me ceder,
a voz a indagar se por acaso,
atei-me detalhes do coração,
por mais uma vez.
Por fim os abro e olho para baixo,
com olhos mecânicos,
alcanço então o refletir vermelho em onda,
de um coração com aproximadamente,
dois centímetros
de raio assimétrico.
Postado logo acima,
semi reto nas abóbodas.
Todas as coisas,
esperma, bosta,
pó e saliva,
em uma alma vazia,
que assim permanecia.