4 de abril de 2014

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Sobre ângulos...

Olhando o teto,
não entenderia uma só palavra,
com óbvia repetição,
poderia, porém não.

Ao chão, poderia direcionar meu olhar
ao chão, mas não o fiz.

Ouvi então mais uma vez,
por um triz, quase escapei da voz.

Poderia, mas não desta feita, como sempre,
sempre minha saída.

Fugi, atrás do plausível acalento no desprezo, 
entretanto,
a insistência era atroz.

Por mais uma vez,
estimulando me ceder,
a voz a indagar se por acaso,
atei-me detalhes do coração,
por mais uma vez.

Por fim os abro e olho para baixo,
com olhos mecânicos,
alcanço então o refletir vermelho em onda,
de um coração com aproximadamente,
dois centímetros de raio assimétrico.

Postado logo acima,
semi reto nas abóbodas.

Todas as coisas,
esperma, bosta,
pó e saliva,
em uma alma vazia,
que assim permanecia.