Trouxe então a tarde uma desavença aos trancos,
a frenagem satisfeita, as pernas desabando,
o homem perdendo [se], os isolamentos desdobrando [se].
Por consumir toda a vida,
o trilho emite contrações. Contorce,
sem ao menos sentir-se são,
espera o fim no bunker. Concreto,
sem coerência, onde não existem –
nem ao menos veias e almas.
A corroer toda a vida,
o vagão trina silvos violentos. Consome,
sem ao menos sentir-se dono,
enlace louco de lucidez. Gur’3JAR,
sem impaciência, onde sim existe –
saída antes do fim.
Por explodir todo o medo,
a velocidade não espera. Concerta,
sem ao menos sentir-se entediada,
arestas em imundo mundo. Sangue anil,
percorre passagens pelas catracas –
escorre nas janelas poluídas.
A desdobrar todo egoísmo,
o farol não mais alumia. Cabriola,
sem ao menos pestanejar [espera,
que a luz vagueie pelas vistas. Infinita,
resista aos desmandos humanos –
desfaça o pensar no só.
A incoerência desse mundo em ferro é simbologia apenas,
os olhos sem alimento, o corpo padecendo,
a inexplicável incoerência [de], as mazelas no desamor cotidiano [de].