16 de abril de 2014

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Microconto insône matinal

Ao nascer da madrugada,
por entre a alquimia de apreensão,
raiva e medo,
percebe mais ligações entre espécies diferentes,
elo intrínseco.

Imagina,
se por um acaso mal explicado,
fosse uma criança a presença além alma que estivesse adoecida,
ao invés do mamífero em alva cor.

Senta-se acadeirando-se no sofá,
dormentes genos formam fogueiras,
ardem,
pensa novamente na criança,
a esquece com a mesma força de criação.

Ao lado o olho corre,
o cão suspira,
buda espera o cair da gasolina e o acender do fósforo,
chamas consumindo o mártir que dorme sem saber.