25 de novembro de 2014

Ao escrever posso usar
barba. Deixar crescer
o cabelo, assim
se bem entender.

Ao escrever moldo o presente
reinvento o passado.
Um futuro liberto a quem
quiser ver.

Ao escrever metamerizo
uma metástase do sofrer.
Aceno solitude. Poética
folha de solidão.

Ao escrever desnudo minha alma
fingindo bem me querer.
Casamata onde
apenas há morte a dissolver