um
dia li
que
é preciso emprestar seu isqueiro
sem
encarar o interlocutor
pois
de mau tom
é
encarar quem lhe pede algo
um
dia li que tudo daria certo
se
a crença fosse assim
mantida
intacta
estupro
mental consensual
mentes
mentem em castas
separadas
por intelectos pré julgados
cola
unindo duas pernas do óculos
caindo
sempre pela fúrcula nasal oleosa & suada
a
solidão mais dolorida é a solidão que se vive só
a
solidão mais linda é a solidão que se vive só
o
coração da besta de concreto
arrebatou
meus pelos
minha
língua
meu
sexo morto
rebentou
minha placenta de imbecilidade
dentro
de uma rede social incubadora de babuínos
ela
me chama
clama
minha morte por entre os dias
torna-me
mais liberto da moralidade cancerosa
os
tentáculos da intelectualidade eugenista
as ruas imundas em pedregulhos
pernas cambaleantes
os sonetos em cimento
a cura das porções lácteas formando paranoias
tedioso entre meio da tarde
desatentos
ao divino dividir utopias
que
é apenas o porém
pois
o
amor faz morada
em
opiniões contrárias
assim
talvez
se
transmute o último
monólito
negro do pós modernismo
como
enfim o humano ser conseguirá
esturrar
seu maior estulto erro
o
não lidar com os vazios de sua alma.