6 de fevereiro de 2015

aqui em círculos vê se o vício
ângulos de escada desenham a queda
[ao fosso] / clamam o corpo trôpego
esperança como mergulho
suicida, de um albatroz no oceano
concreto congelado

os cheiros dos poluentes
fé estudada como ciência
brisa leve sentida em costas descobertas
por tecidos sintéticos protegidas
suor do cartão trabalhista oleiriza ventos congelados e trovões
sua felicidade apenas pausa no açoite
adictos aos brilhos cartesianos...adictos ao sofrer em sonhos nascidos destruídos
raios e teclas analógicas como lâminas, cortando poros
como um exército desterrado marchando
em lama & concreto gasto – armados de baionetas cachimbos
adictos das sombras...das sobras
o urro pelo urro apenas alimenta os vermes adictos à morte

adictos aos mandamentos desfribiladores
saliva seca no rosto em medo
arrebatar mulheres aos violadores nas palavras da pintura...machado...derme...lacera
amargo da violência marcando rastros...sorrisos...liberações...vitórias
templários queimados ao Sol ---pílulas de controle epiléptico
da vida

apenas borboletas ainda completam o ciclo ao redor do corpo
humanos não querem salvação; esmagam uns aos outros indiscriminadamente
currados por látex, chicoteados --- serem humanos não buscam salvação
guerra ao ódio, o rancor de mesma reação anacrônica
adictos ao pedir justiça pela morte
ao amparo do Estado que não chega
mas destroça sua alma
em seca navalha.