30 de janeiro de 2015

Desconexão humana 
ações cotidianas nas diárias passagens
ventana em recusa (A) alma dilacera espelhos
as anjos em branco enquanto da sensação humilhante na derrota
rota de resgate do desastre é
o rápido caminar rente à parede
pressionar a têmpora contra o compensado
provoca visões irreais eventos ocorrem na névoa
ilusão causada pela ingestão de trilhos
pelos germes em escadas rolantes [feridas xxxx c xx urat xxxx i xx vos]
da guerra urbana.

Na estação imagens extraordinárias – mãos socorristas
em lisérgicos atos humanos
cartesiano eterno de ter fé nunca pareceu tão ilusório
- mas o que fazer com os gritos??????
a esperança nascida no mais seminal Higgs binário
palavras comunicadas; Primeiras desbravadoras da alma,
não bandeirantes refluxos de mosqueteiros
um exército sem sentido vestindo botas
moedas de ouro em horário ausente / um vestígio de bondade
amor corre por entre o metal
vazios assentos liberados – ocupados pela convivência sem ódio

Sombrios são os demônios no calabouço da epiderme
enquanto duas ninfas pugilistas; Desejo & Quântica
insistem em deixar a alma derramada no limite da visceralidade
assim os crimes permanecem em transe
a esperar novos disfarces do amor
casamatas repletas em armadilhos vadios pontiagudos
enquanto o sangue permanece suspenso ante sua hora
­a escorrer pelas raízes aterradas & mais uma vez
se materializar em seu corpo / e todas as lutas – todas as ninfas
desejo orgânico – quântica umedecida em pérolas majoras
formação violenta pela poesia do sangue  [o nascer
do teu eu a escorrer pelas minhas trôpegas pernas
a conjunção perfeita entre gozoperdição
Desejo & Quântica são