As três últimas linhas de cocaína
Abriram duas aletas na janela
Deixaram adentrar ao cômodo uma brisa trem
O prato semi quente
O cartão semi húmido
O dedo toca a vagina da louça
O músculo da língua lambem as sobras de pó
Olhos
Verão tateia o suor
Uma cadeira e seus grisalhos pés
Morada do início
A cama ao nível do chão
Explode uma escoliose
Frênulo solta e ala-se
Por entre a carne Majora
Grandes lábios êmbolos abrem-se
A boca escarra suave
Clitóris rega-se como pétala
Contra todas as apostas
Uterinas paredes latejantes
Contrair-se-ão
Ti que ta que a da me n te
Pernas sentem
Quadris em colapso
Len to
Len to
Len to
Len to
Len to
Len to
CIRCUL
R A
A R
L C
U I
C L
R R
I A
C
Re pe ti da me n te
Repetida mente
Repeti damente
Repe tidamente
Re petidamente
Repetidamente
Entãosefazaforçaininterruptacomoseoamanhãnãoexistisseejamaispudesseseralcançadopornenhumadasduasalmasencharcadasemsuorepilépticodentrorenteforterápidocomdedosmasturbandoseenquantoestocaseopaudentrodarenteforterápidosemomenormedodamortecasoocoraçãoparedebaternessemomentodentrodorterenterápidoossuoresnoturnostodosalquimizadosporentreasdobrasdepelequeseesbarramesetrocamcomosefossemferidasabertasecuradasatravésdosgemidosrenteforterápidoosseiosfartosenroscadosnocoraçãoqueseabrecomoasnarinasempolvorosaondeacocaínamoraeassisteaotodosendofeitoaospoucosforterenterápidodentroasmãosapertamseenquantoavaginaurraempodenrandoseenquantoelasobeemcimadeleancamalemolentereluzaforçadeumamulherquenuncapedirápassagemdemaneirapassivaequeenvoltaemnévoatornasevalquírianinfomaníacaengolindopelabocetaumpauinteirodentrofortterápidorentedentroforterápidorápidofortereterenterápidoforteforterápidorenteforterenterápidoforteforterenterenterápidorápidoforterápidorenterenterápidoforteforteforteforteforteforteforterápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorentenrenterenterenterenteforteforteforteforteforteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerápidoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo...
De duas almas seca-se
O gozo
Nascido do coração
Corpos liquefeitos
Em lençóis
De anteparo
Ela húmida
Ao extremo
Das pernas
Ele herrante
Melaço
Do abdomen
O mundo então some
Os corpos rendem-se
Ainda restam alguns cigarros
E as últimas linhas de cocaína
Naufragam em copos cheios de cerveja efervescente...