30 de julho de 2015

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Pétala


As três últimas linhas de cocaína
Abriram duas aletas na janela
Deixaram adentrar ao cômodo uma brisa trem

O prato semi quente
O cartão semi húmido
O dedo toca a vagina da louça
O músculo da língua lambem as sobras de pó

Olhos
Verão tateia o suor
Uma cadeira e seus grisalhos pés
Morada do início

A cama ao nível do chão
Explode uma escoliose
Frênulo solta e ala-se
Por entre a carne Majora
Grandes lábios êmbolos abrem-se

A boca escarra suave
Clitóris rega-se como pétala
Contra todas as apostas


Uterinas paredes latejantes
Contrair-se-ão
Ti que ta que a da me n te
Pernas sentem
Quadris em colapso




Len                                 to
                Len                                         to
Len                                 to
                Len                                         to
Len                                 to
                Len                                         to

                              CIRCUL
                             R            A
                         A                     R
                      L                            C
                  U                                    I
                     C                              L
                          R                     R
                               I         A
                                     C

Re pe ti da me n te
Repetida mente
Repeti damente
Repe tidamente
Re petidamente
Repetidamente

Entãosefazaforçaininterruptacomoseoamanhãnãoexistisseejamaispudesseseralcançadopornenhumadasduasalmasencharcadasemsuorepilépticodentrorenteforterápidocomdedosmasturbandoseenquantoestocaseopaudentrodarenteforterápidosemomenormedodamortecasoocoraçãoparedebaternessemomentodentrodorterenterápidoossuoresnoturnostodosalquimizadosporentreasdobrasdepelequeseesbarramesetrocamcomosefossemferidasabertasecuradasatravésdosgemidosrenteforterápidoosseiosfartosenroscadosnocoraçãoqueseabrecomoasnarinasempolvorosaondeacocaínamoraeassisteaotodosendofeitoaospoucosforterenterápidodentroasmãosapertamseenquantoavaginaurraempodenrandoseenquantoelasobeemcimadeleancamalemolentereluzaforçadeumamulherquenuncapedirápassagemdemaneirapassivaequeenvoltaemnévoatornasevalquírianinfomaníacaengolindopelabocetaumpauinteirodentrofortterápidorentedentroforterápidorápidofortereterenterápidoforteforterápidorenteforterenterápidoforteforterenterenterápidorápidoforterápidorenterenterápidoforteforteforteforteforteforteforterápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorápidorentenrenterenterenterenteforteforteforteforteforteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerápidoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo...


De duas almas seca-se
O gozo
Nascido do coração

Corpos liquefeitos
Em lençóis
De anteparo

Ela húmida
Ao extremo
Das pernas

Ele herrante
Melaço
Do abdomen

O mundo então some
Os corpos rendem-se
Ainda restam alguns cigarros
E as últimas linhas de cocaína
Naufragam em copos cheios de cerveja efervescente...