eu que me sinto doente
por saber
que teu sofrer
nasce dentro do meu peito
se ando de baixa
numa coleira entracionada
é pois minha raiva
a têmpora corrói
não é questão de forçar o verso
pois estes nascem já rentes
ao meio de suas pernas
dodecassílabas
são enxertos de flores
decibéis débeis
o som se esvai ao nascer
morre grito desespero
latitude da latinidade minha
o amálgama
de todas as fantasias
dentro de mim
minha latinidade
depende
de tuas mãos
teus ombros contos
tua língua vinda
de teus dentes
do que sentes tua boca
tua vagina
minha latinidade
depende de teus seios saliva
de ti
de ti