ando pensando muito em lightning crashes, daquela banda qual o vocalista era uma mistura de michael stipe e buda. salvo engano -como se não fosse possível minha memória de rancor não recordar-se- o nome do quarteto era live. a música que eu mais gostava, pois me recordava nevoeiro. inicialmente pensava ser sobre morte, por conta do videoclipe meio mórbido repleto de imagens em transparência, contudo, enquanto os anos acumulam-se por entre as articulações dos joelhos e minha coluna meia volta reflete uma colisão de jamantas, percebi que a canção era realmente sobre um nevoeiro.
e como ele se dissipa.
são quase onze e meia. exatos cinco dias em que estamos todos à mercê de fechaduras, trancam-nos através de nós a cada lavada de mão ou borrifada de álcool em gosma. geleia que ao mesmo tempo liquidifica uma gama enorme de paranoias enquanto coloca seu corpo todo em estado de vivificação.
pronto, estou limpo como cristalinos.
a canção nada mais é que um crescendo de acordes, como cada passada saponácea por entre os dedos das mãos, naqueles eternos vinte segundos que separam a tua vida duma live no instagram dentro dum centro de tratamento intensivo, onde seus brônquios explodem e você clama pessoas nunca mais fumem (nem ao menos sem trago), pois irão precisar de seus pulmões quase mortos.
o nevoeiro adensa-se. os gritos daquele cantor buda alinham-se por entre a guitarra pressionado o pedal número três da esquerda para a direita. da esquerda para a direita, como foi o golpe, como foi aquela tosse no meio da coletiva, como foram todas as coletivas onde aquela fumaça branca cancerígena entendida como mitológica por seus eleitores (o consideram buda) exigiu crença numa completa série de mentiras tão escatológicas quanto os teus pulmões fumantes expulsos numa live do instagram dentro de um centro de terapia intensiva, onde você clama para que as pessoas levem à sério uma série de medidas, como por exemplo um acorde crescente de passadas saponáceas em seus dedos, como a voz crescente daquele vocalista parecido com buda.
são gritos arranhões faríngeos a lembrar tua possível contaminação, enquanto a paranoia sobe por entre o fá sustenido do baixo, amortecendo batidas assimétricas na ponte antes do solo, é preciso entender que são apenas cinco dias. são apenas algumas mentiras contadas em rede nacional, são pedaços de navios escravos refletindo todos os trabalhadores que jamais conseguirão voltar para suas casas em jornadas de trabalho pela metade, numa recessão inteira causada por uma série de mentiras, uma série de tossidas da esquerda para direita, como foi o golpe, como são as febres, como pedaços de pulmão expelidos numa live do instagram exibindo contaminações de ódio nas filas de supermercado.
enquanto isso a banda se esforça para construir uma canção pop cerebral do mesmo modo que a tua alma vai rasgando o cinismo estampado numa pff2 ou seu cérebro escolhe entre quebrar a perna do cidadão que cortou sua frente na fila ou terminar logo a tarefa proposta fora de casa, antes que alguém entre correndo no teu espaço seguro de um metro anti contaminação e cuspa um pedaço do pulmão na tua órbita, violento como corrente de notícias falsas do whatsapp.
os acordes jamais serão magistrais pois a live é uma banda média. média como as medidas tomadas por senhores que vestem máscaras com bojo e cobrem seus seios nasais como uma atriz de soft porn. eu espero que o sentimento volte, como diz o cantor budista, porém é apenas o ódio guia por entre os minutos onde presumo estar mortalmente doente. são caminhos construídos como os acordes repetidos onde o cantor pode sentir que pode sentir o que sente, pode sentir meus pulmões colapsando por entre os minutos quais espero a primeira tosse com catarro sanguinolento.
sanguinolento como o presidente genocida que hoje ouve panelas enquanto tosse por entre as coletivas da esquerda para a direita, na mesma direção que o verso sobre uma mãe velha morta percorre os fones de ouvido. o nevoeiro, ou será sobre a morte, ou será sobre a morte como um nevoeiro de catarro contaminado. são agora vinte e três e trinta e cinco. não há líder ainda escolhido pelos pilares rodopiantes do reality show, existem milhões de lives no instagram onde pulmões são expostos e expulsos de dentro das almas que pedem que você sinta e fique em casa.
não há líder dentro do país. há um projeto de golpe militar disfarçado num estado de sítio, num nevoeiro repleto de catarro, numa canção mediana, de uma banda mediana, de um país que se encontra no meio de uma curva de contaminação e que tem total liberdade de contaminar onde moramos, contaminar como o demente sociopata que tosse da esquerda para a direita. como no golpe, como na live do instagram onde seus pulmões estão repletos de lágrimas que jamais você sentiu que as pudesse ter. onde a vontade abrir a janela e pular de cabeça no asfalto esperando que ele se torne um nevoeiro só acontece se o vocalista -em forma de buda e michael stipe- cante que o sentimento pode ser sentido.
a canção não é sobre nevoeiro, mas é sobre a morte em forma de névoa. aquela que contamina cinco dias de transmissões ao vivo de um sociopata (a ser retirado da presidência imediatamente), aquela que convive por entre as mensagens de whatsapp e perfazem teus pais zumbis antes mesmo de cuspirem seus pulmões em uma live do instagram.
é sobre a morte mentirosa de que o isolamento não é uma oportunidade de entendermos muito mais sobre nós mesmos e como vamos sobreviver depois deste golpe da esquerda para a direita. é sobre como a luz atravessa por entre essa mesma névoa de morte.
é sobre viver infinitamente até que a última célula do teu corpo seja espremida em luz, som e catarse numa live do instagram onde teus pulmões explodem.
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20 de março de 2020
22 de dezembro de 2016
qual é o ponto de ruptura com a própria realidade.
onde deixamos de sentir que a vida vale à pena.
em que momento se decide pelo fim.
e será que realmente se pode decidir pelo fim,
ou até o suicídio seria uma visão romantizada para a morte?
embalado no romantismo de trovas de supostos aventureiros do universo
que pela existência ou sentimentais demais não conseguem mais sentir
e preferem morrer…
mas isso o que é?
marketing existencial?
a morte é a menina de Sandman
ou na verdade ela assombra tanto quanto o sentimento de terror constante?seria possível não sentir mais nada
sendo que os sentimentos são pulsos elétricos
disparados em tecido cerebral que é incessante
e ininterruptamente estimulado?
seria a vontade de morrer algo ilusório?
a compulsão por não mas sentir nada
também não é uma sinapse com grau elevado de reverberação
por entre o tecido cerebral?
assim o deixar sentir
nada mais é que
sentir alguma coisa de mesma natureza que qualquer outra sensação disparada por entre os giros do cíngulo.
nada importa,
é tudo uma questão de ligações binárias fisiológicas,
pois na verdade você não está realmente sentindo nada,
é apenas uma coleção de ligações elétricas
que afetam teu comportamento
e te levam do êxtase à estupidez…
por que a intensidade do sentimento, algo que beira a explosão atômica incessante é tão poderosa quanto o vazia?
talvez porque sejam de mesma natureza neurológica,
afetem os mesmos espaços
com receptores químicos neurológicos diferentes….
assim fosse, sentir demais seria a própria morte.
onde deixamos de sentir que a vida vale à pena.
em que momento se decide pelo fim.
e será que realmente se pode decidir pelo fim,
ou até o suicídio seria uma visão romantizada para a morte?
embalado no romantismo de trovas de supostos aventureiros do universo
que pela existência ou sentimentais demais não conseguem mais sentir
e preferem morrer…
mas isso o que é?
marketing existencial?
a morte é a menina de Sandman
ou na verdade ela assombra tanto quanto o sentimento de terror constante?seria possível não sentir mais nada
sendo que os sentimentos são pulsos elétricos
disparados em tecido cerebral que é incessante
e ininterruptamente estimulado?
seria a vontade de morrer algo ilusório?
a compulsão por não mas sentir nada
também não é uma sinapse com grau elevado de reverberação
por entre o tecido cerebral?
assim o deixar sentir
nada mais é que
sentir alguma coisa de mesma natureza que qualquer outra sensação disparada por entre os giros do cíngulo.
nada importa,
é tudo uma questão de ligações binárias fisiológicas,
pois na verdade você não está realmente sentindo nada,
é apenas uma coleção de ligações elétricas
que afetam teu comportamento
e te levam do êxtase à estupidez…
por que a intensidade do sentimento, algo que beira a explosão atômica incessante é tão poderosa quanto o vazia?
talvez porque sejam de mesma natureza neurológica,
afetem os mesmos espaços
com receptores químicos neurológicos diferentes….
assim fosse, sentir demais seria a própria morte.
24 de outubro de 2014
Notem que ontem a notícia era a participação do PSDB no esquema, desmentido depois por outro advogado. Um dia depois, o envolvimento presidencial no esquema, com capa e tudo.
Se a resposta de Dilma será histórica ou apenas um canto mortuário dentro do mar de lama político onde a Veja se encontra, apenas a história dirá, a mesma que falta ser estudada por ambos os lados urrantes, que não conseguem perceber que ela mostra padrões repetindo-se - antes o Rio Centro, hoje Santa Cecília e um pacote verde - , o verde bandeira na logomarca piramidal.
Acusações são armas de convencimento usadas de maneira magistral como ferramentas dentro da narrativa, não se atenham nunca ao cerne delas, na lateralidade da questão em breve nascerá a causa de aborrecimento, pois são capazes de barrar mudanças de maneira aguda dentro do Congresso, mudanças, as reais mudanças, não a mudança do time ganhador na prova do líder de algum reality show maldito, não esse lixo perpétuo das revistas semanais e seus colunistas, não as defesas insensatas de marqueteiros e advogados, mas mudanças.
Você que realmente acha que em junho estava mudando o Brasil, deveria entender que revistas como a Veja tem interesses, e não são poucos, o mundo dos donos de jornais e seus herdeiros tem cartazes sobre como a Venezuela tem que se foder ou dizem que foi esquecimento deixar passar um texto e proibir de saída o outro.
Todo mundo sabe, ou pelo menos finge saber, porém julgam ser difícil admitir essa verdade. Seca-se inclusive a voz para que não se fale mais sobre o assunto, a seca também existe aí. Não só nos açudes secos paulistas. Collor fazia isso muito bem, em um passado nem assim tão distante.
E mesmo elas, apenas perigosas hienas, alimentando-se da carcaça, caçam bem em bando, os jornais são sempre os que mais apanham depois, quando a direita que censura mostra quem realmente manda dentro do contexto, o grande estado militarizado, militares que estarão no céu realmente com certas propostas apresentadas, e, com outras nem tanto, porém onde você imagina que eles vão querer dormir e tomar chá gelado no verão?
Então a Veja sabe para onde tem que levar seu sangue, sabe onde vai pisar e ficar, quem escreve lá não escreve por acaso, em cada lar onde o discurso é sobre o Flá X Flú eleitoral tem uma revista Veja no banheiro. Lembra de Laranja Mecânica, o livro?
Lembrem-se sempre: cosméticos testados em animais e humanos também são experimentos. Porém não pense que a investigação deve ficar menor.
A Veja é sim uma revista suja, ainda mais quando a reposta é um processo, ainda mais quando a Presidenta os chama de terroristas, o que não deixa de ser verdade. Realmente que a Veja seja processada, pois já que pedem penas maiores em idades menores, ninguém deve escapar, ou a Revolta Anti Corrupção é Seletiva?
Mas isso sou eu, e eu não mando em nada. Quem manda são outros, então o voto agora é sim uma arma importante, mesmo que você não queira admitir isso lá no fundo de sua alma. É preciso ensolarar-se e o voto tem que ser na direção da luz e não das trevas controladas por revistas que fazem o que querem pelo poder sem limites. Nem por um Sistema Politico que produz aberrações partidárias,
O lado que deve ser levado é colocar mais e mais ainda o povo acima de tudo, sabe a base da pirâmide?
Aqueles que querem todas as acusações comprovadas Todas elas!
Não só uma metade.
Aquela ensinada na Escola, que só se ferrava?
Pois bem ela mesma?
A real anarquia é fazer o povo ter poder do conhecimento como todo mundo tem. Um país que evoluiu da escravidão para à pobreza tem a obrigação de fazer isso.
Ainda mais quando tudo acontece após uma manifestação do povo, sim do povo, na PUC e no Recife.
Leia porra, não custa nada...
Mas isso não fará diferença, será apenas história ou falácia, mas não mudará o fato mais emblemático:
O Congresso alinhando-se ao extremo, com senhores apoiados por milhares de seguidores & suas câmeras & fotos na internet, os posts de ódio dentro do Facebook, são eles além do PMDB que ganharão algo a mais dentro dessa eleição.
Não se pode deixar que os bandidos travestidos de mocinhos ganhem espaço, afinal de contas você acha que Mainardi morando em Viena liga para você de alguma maneira?
Você está sozinho gritando petralhas sem nem ao menos saber o que é.
Leia história e não a Veja, saiba o que aconteceu antes para que o hoje estivesse como está. Não abra mão de saber tudo, TUDO mesmo, pois assim fica muito mais fácil perceber o redor. Leia a Veja até, pois você é livre e lê o que quer, porém leia tudo, não se contente com a informação compactada, o fast food do jornalismo que a Veja oferece. Saber tudo é melhor do que saber metade.
É chato, eu sei, você se tornará uma pessoa mais amarga, mais louca, uma pessoa que sente o peso da merda toda fechando cerco, e isso não é bom, pensar que você pode enlouquecer por ter que pensar desse jeito é algo ruim, estressante, é uma merda.
Porém é necessário!
E como é sempre necessário!
Assim tudo que cerca o futuro pode ser projetado de maneira mais clara, sem atropelos do coração Coringa.
Não se engane, a memória não pode falhar nesses tempos, a fé parece algo muito açucarado dentro desse mundo de interesses ou até algo para se barganhar (a bancada evangélica que o diga), por isso a clareza das ideias tem que ser prima e alva.
Esse é o jogo que você jogará domingo, tenha certeza de que saiba o que estará fazendo, ainda mais quando a única proposta acenada na direção da reforma política não partiu dos partidos políticos apoiados pelos meios de comunicações como a Veja.
Direitas são sempre direitas, agem imperialmente como o Imperador, sua monárquica família e sua criadagem em roupas vitorianas. Não é sem propósito alguns correligionários uivantes acham os países monarquistas mais divertidos e "loucos". Estes, a horda de seguidores do Imperador são eclesiásticos, ricos proprietários fundiários, comerciantes, capitalistas e parasitas. Padrão histórico desde os tempos coloniais quando a figura da direita social democrata apareceu. Eles secam poços, secam o ser humano com a bondade travestida de honestidade de homens de bem semeando o ódio , secam a chuva e a alma.
O Globo, o Globo hein!
Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe.
— Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.
Basto também disse que a defesa não possui cópia do que foi falado por Youssef à Polícia Federal.
http://oglobo.globo.com/brasil/veja-doleiro-diz-que-dilma-lula-sabiam-de-tudo-14341970#ixzz3H4s3sWim
"Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro teria afirmado:
— O Planalto sabia de tudo!
Perguntado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef teria respondido:
— Lula e Dilma."
Se a resposta de Dilma será histórica ou apenas um canto mortuário dentro do mar de lama político onde a Veja se encontra, apenas a história dirá, a mesma que falta ser estudada por ambos os lados urrantes, que não conseguem perceber que ela mostra padrões repetindo-se - antes o Rio Centro, hoje Santa Cecília e um pacote verde - , o verde bandeira na logomarca piramidal.
Acusações são armas de convencimento usadas de maneira magistral como ferramentas dentro da narrativa, não se atenham nunca ao cerne delas, na lateralidade da questão em breve nascerá a causa de aborrecimento, pois são capazes de barrar mudanças de maneira aguda dentro do Congresso, mudanças, as reais mudanças, não a mudança do time ganhador na prova do líder de algum reality show maldito, não esse lixo perpétuo das revistas semanais e seus colunistas, não as defesas insensatas de marqueteiros e advogados, mas mudanças.
Você que realmente acha que em junho estava mudando o Brasil, deveria entender que revistas como a Veja tem interesses, e não são poucos, o mundo dos donos de jornais e seus herdeiros tem cartazes sobre como a Venezuela tem que se foder ou dizem que foi esquecimento deixar passar um texto e proibir de saída o outro.
Todo mundo sabe, ou pelo menos finge saber, porém julgam ser difícil admitir essa verdade. Seca-se inclusive a voz para que não se fale mais sobre o assunto, a seca também existe aí. Não só nos açudes secos paulistas. Collor fazia isso muito bem, em um passado nem assim tão distante.
E mesmo elas, apenas perigosas hienas, alimentando-se da carcaça, caçam bem em bando, os jornais são sempre os que mais apanham depois, quando a direita que censura mostra quem realmente manda dentro do contexto, o grande estado militarizado, militares que estarão no céu realmente com certas propostas apresentadas, e, com outras nem tanto, porém onde você imagina que eles vão querer dormir e tomar chá gelado no verão?
Então a Veja sabe para onde tem que levar seu sangue, sabe onde vai pisar e ficar, quem escreve lá não escreve por acaso, em cada lar onde o discurso é sobre o Flá X Flú eleitoral tem uma revista Veja no banheiro. Lembra de Laranja Mecânica, o livro?
Lembrem-se sempre: cosméticos testados em animais e humanos também são experimentos. Porém não pense que a investigação deve ficar menor.
A Veja é sim uma revista suja, ainda mais quando a reposta é um processo, ainda mais quando a Presidenta os chama de terroristas, o que não deixa de ser verdade. Realmente que a Veja seja processada, pois já que pedem penas maiores em idades menores, ninguém deve escapar, ou a Revolta Anti Corrupção é Seletiva?
Mas isso sou eu, e eu não mando em nada. Quem manda são outros, então o voto agora é sim uma arma importante, mesmo que você não queira admitir isso lá no fundo de sua alma. É preciso ensolarar-se e o voto tem que ser na direção da luz e não das trevas controladas por revistas que fazem o que querem pelo poder sem limites. Nem por um Sistema Politico que produz aberrações partidárias,
O lado que deve ser levado é colocar mais e mais ainda o povo acima de tudo, sabe a base da pirâmide?
Aqueles que querem todas as acusações comprovadas Todas elas!
Não só uma metade.
Aquela ensinada na Escola, que só se ferrava?
Pois bem ela mesma?
A real anarquia é fazer o povo ter poder do conhecimento como todo mundo tem. Um país que evoluiu da escravidão para à pobreza tem a obrigação de fazer isso.
Ainda mais quando tudo acontece após uma manifestação do povo, sim do povo, na PUC e no Recife.
Leia porra, não custa nada...
Mas isso não fará diferença, será apenas história ou falácia, mas não mudará o fato mais emblemático:
O Congresso alinhando-se ao extremo, com senhores apoiados por milhares de seguidores & suas câmeras & fotos na internet, os posts de ódio dentro do Facebook, são eles além do PMDB que ganharão algo a mais dentro dessa eleição.
Não se pode deixar que os bandidos travestidos de mocinhos ganhem espaço, afinal de contas você acha que Mainardi morando em Viena liga para você de alguma maneira?
Você está sozinho gritando petralhas sem nem ao menos saber o que é.
Leia história e não a Veja, saiba o que aconteceu antes para que o hoje estivesse como está. Não abra mão de saber tudo, TUDO mesmo, pois assim fica muito mais fácil perceber o redor. Leia a Veja até, pois você é livre e lê o que quer, porém leia tudo, não se contente com a informação compactada, o fast food do jornalismo que a Veja oferece. Saber tudo é melhor do que saber metade.
É chato, eu sei, você se tornará uma pessoa mais amarga, mais louca, uma pessoa que sente o peso da merda toda fechando cerco, e isso não é bom, pensar que você pode enlouquecer por ter que pensar desse jeito é algo ruim, estressante, é uma merda.
Porém é necessário!
E como é sempre necessário!
Assim tudo que cerca o futuro pode ser projetado de maneira mais clara, sem atropelos do coração Coringa.
Não se engane, a memória não pode falhar nesses tempos, a fé parece algo muito açucarado dentro desse mundo de interesses ou até algo para se barganhar (a bancada evangélica que o diga), por isso a clareza das ideias tem que ser prima e alva.
Esse é o jogo que você jogará domingo, tenha certeza de que saiba o que estará fazendo, ainda mais quando a única proposta acenada na direção da reforma política não partiu dos partidos políticos apoiados pelos meios de comunicações como a Veja.
Direitas são sempre direitas, agem imperialmente como o Imperador, sua monárquica família e sua criadagem em roupas vitorianas. Não é sem propósito alguns correligionários uivantes acham os países monarquistas mais divertidos e "loucos". Estes, a horda de seguidores do Imperador são eclesiásticos, ricos proprietários fundiários, comerciantes, capitalistas e parasitas. Padrão histórico desde os tempos coloniais quando a figura da direita social democrata apareceu. Eles secam poços, secam o ser humano com a bondade travestida de honestidade de homens de bem semeando o ódio , secam a chuva e a alma.
O Globo, o Globo hein!
Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe.
— Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.
Basto também disse que a defesa não possui cópia do que foi falado por Youssef à Polícia Federal.
http://oglobo.globo.com/brasil/veja-doleiro-diz-que-dilma-lula-sabiam-de-tudo-14341970#ixzz3H4s3sWim
"Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro teria afirmado:
— O Planalto sabia de tudo!
Perguntado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef teria respondido:
— Lula e Dilma."
1 de agosto de 2014
Era apenas uma névoa assimétrica a cobrir minhas mãos e duas vozes reverberando por entre minha cabeça, o baixo de Mingus, corroendo minhas entranhas com uma velocidade de notas mais parecidas com rajadas. Balas usando parábolas para acertar seus alvos. Curvas sinuosas, e outras que desavisadamente atravessavam ângulos retos. Esse circuito curvilíneo jamais poderia ser mapeado, pois ao mesmo tempo em que Charles descrevia sinuosidades tão perfeitas como a pele de Gilda, tão de repente mudaria sua técnica para a exaustão do incerto, e, a partir desse ponto, onde a partitura torna-se um pedaço da pele do baixista, nada mais importa dentro da canção a não ser as manobras bruscas, as paradas onde o saxofone expandia-se em trilhas secas de pólvora. O piano aos sussurros desaparecia como um orgasmo falso no meio de uma aventura sexual cartesiana, algo que descreveria minha vida até aquela madruga, uma nefasta e tediosa vida, incluindo a óbvia artéria cavernosa sexual, as notas repetidas, os acordes extenuados.
A perfeição de Pithecanthropus Erectus era a antagonista de minha vida, o inverso proporcional do tédio e desamor que sentia até então. Mas é preciso dizer que enquanto as teclas bicolores rodeavam e construíam o fogareiro com simples notas, os rastilhos de pólvora eram povoados como estrada pelo saxofone, semeando duplas linhas oitava acima. Como qualquer antecipação, o piano e o sax vagarosamente penetravam-se enquanto preparavam o caminho. A névoa e a garoa naquela madrugada dentro de Guantánamo, as teclas bicolores, o saxofone, o saxofone, as teclas bicolores, a garoa e a névoa de Guantánamo, o fogareiro, meus braços trêmulos e rígidos, as cordas de Mingus balbuciando o esperar, e quando, a espera tornava-se quase insuportável, eis que o caleidoscópio rompe os últimos pedaços de terra úmida, a velocidade é inenarrável e os instrumentos todos se afugentam e ao mesmo tempo colidem uns em outro, uns com outros, meus braços giram ao redor de minha cabeça, o ruído é assimétrico e as turbinas do cargueiro que no horizonte reverberam os últimos gritos do cimbal e pedais, atacados como se existissem epilépticos pés. Erectus então a canção caminha por terras assombradas pelas paradas finais, ereto meu pau inconsciente já sabia que dentro daquele avião estava algo que jamais poderia ser vivido outra vez, a psicodelia tem seu grito final, como se a banda pudesse gozar ao mesmo tempo uma ejaculação tão grande que atingira as duas pontas do continente norte americano.
Enquanto os apitos dos oficiais militares anunciam a chegada de mais uma leva de prisioneiros, as sirenes de A Foggy Day deixam tudo tão cristalino quanto à psicodelia que aflora dentro de meu peito, embebido em álcool, tentando esquentar a alma com pedaços de fumo do Arkansas que sempre carrego em meu bolso esquerdo, o mesmo bolso onde também encontra-se meu canivete. O canivete que escrevi nosso amor em tua pele tempos mais tarde. Mingus permanecia longe no hangar, enquanto me aproximava do gigante férrico alado carregando como carga um grupo de prisioneiros que toda a nação americana queria (e iria) sacrificar com as próprias mãos, se assim o pudessem fazer com impunidade.
A população normal não o podia fazer, eu sim.
A perfeição de Pithecanthropus Erectus era a antagonista de minha vida, o inverso proporcional do tédio e desamor que sentia até então. Mas é preciso dizer que enquanto as teclas bicolores rodeavam e construíam o fogareiro com simples notas, os rastilhos de pólvora eram povoados como estrada pelo saxofone, semeando duplas linhas oitava acima. Como qualquer antecipação, o piano e o sax vagarosamente penetravam-se enquanto preparavam o caminho. A névoa e a garoa naquela madrugada dentro de Guantánamo, as teclas bicolores, o saxofone, o saxofone, as teclas bicolores, a garoa e a névoa de Guantánamo, o fogareiro, meus braços trêmulos e rígidos, as cordas de Mingus balbuciando o esperar, e quando, a espera tornava-se quase insuportável, eis que o caleidoscópio rompe os últimos pedaços de terra úmida, a velocidade é inenarrável e os instrumentos todos se afugentam e ao mesmo tempo colidem uns em outro, uns com outros, meus braços giram ao redor de minha cabeça, o ruído é assimétrico e as turbinas do cargueiro que no horizonte reverberam os últimos gritos do cimbal e pedais, atacados como se existissem epilépticos pés. Erectus então a canção caminha por terras assombradas pelas paradas finais, ereto meu pau inconsciente já sabia que dentro daquele avião estava algo que jamais poderia ser vivido outra vez, a psicodelia tem seu grito final, como se a banda pudesse gozar ao mesmo tempo uma ejaculação tão grande que atingira as duas pontas do continente norte americano.
Enquanto os apitos dos oficiais militares anunciam a chegada de mais uma leva de prisioneiros, as sirenes de A Foggy Day deixam tudo tão cristalino quanto à psicodelia que aflora dentro de meu peito, embebido em álcool, tentando esquentar a alma com pedaços de fumo do Arkansas que sempre carrego em meu bolso esquerdo, o mesmo bolso onde também encontra-se meu canivete. O canivete que escrevi nosso amor em tua pele tempos mais tarde. Mingus permanecia longe no hangar, enquanto me aproximava do gigante férrico alado carregando como carga um grupo de prisioneiros que toda a nação americana queria (e iria) sacrificar com as próprias mãos, se assim o pudessem fazer com impunidade.
A população normal não o podia fazer, eu sim.
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