A loucura… Único traço de união desses corpos cansados
na guerra cotidiana no asfalto. Você ainda acha graça nessa pirraça
concluir a questão sobre normalidade humana existente
Pega mais um cigarro então & acende logo essa vida
Não me procure no asfalto jamais beijarei assim
Um dia eu sei, pode ser até mais
mas como não se levar por entre teus meios fins… Desde sempre
amor inclemente
por essa seringa em mim
Não venha dizer que te desmereço
pois o mais belo desejo nenhum outro amante lhe deu…
Só eu.
Embora vamos então eu e uma colher nessa hora
alumia de vez essa vida nos furos da lata
não me espera… Que sem pressa tenho teu corpo dentro de mim
Mostrando postagens com marcador Descarrilho Cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Descarrilho Cotidiano. Mostrar todas as postagens
19 de novembro de 2014
15 de outubro de 2014
14 de outubro de 2014
12 de dezembro de 2013
Um instante onde a saliva ilumina a anestesia
é possível a homeostasia do concreto
o sangue tornando seu corpo inexato.
O centro da cidade muta o gosto amargo
possível sentir a degradação na língua
palavras criando desencontros
sensações exatas de uma não criação
pertencer aos desajustes e não aos grupos,
o amor jamais cartesiano desata os nós...
é possível a homeostasia do concreto
o sangue tornando seu corpo inexato.
O centro da cidade muta o gosto amargo
possível sentir a degradação na língua
palavras criando desencontros
sensações exatas de uma não criação
pertencer aos desajustes e não aos grupos,
o amor jamais cartesiano desata os nós...
13 de novembro de 2013
8 de novembro de 2013
Existe a remota possibilidade
de meu coração acabar por matar-me,
isso não seria nenhuma imprecisão fisiológica
muito menos inadequação social anarquizada,
na verdade simplesmente seria isquemia
algo que pode acontecer fisicamente,
quando os cento e oitenta batimentos por minuto
deixarem de ser apenas uma marca
em um receituário curado particularmente.
Assim sendo, necessário é apenas
uma sincronizada linha de tempo dos fatos:
- Onde a ordem sairá do centro nervoso, e
colisões parassimpáticas e simpáticas elevarão as notas,
cabos eletrolisados quimicamente passarão a mensagem
que correndo atingirá fendas acetilcolinadas,
por sua vez elas deixar-se-ão transpassar pela lâmina
como se assim pudessem sentir o amor,
como se fossem elas ardentes libidinosas,
elas, as fendas, preenchidas eletrolicamente
umidificando-se ao atrito dos elétrons,
seduzindo os átomos latejantes,
deixando-os esperar pulsando cada vez mais forte
pacientes ante o momento certo da penetração,
brincam na borda do precipício das fendas.
Elas então permitirão o estocar rápido, o impulso
então ejaculado será ao vaso coronário, que,
entupido de tanto bater sentirá a navalha,
cortará a circulação ao meio e sentirá o vazio
de não encher-se de sangue,
aos poucos a dor
aos poucos a dor
será lacerante e meus pulmões
inundar-se-ão com ácido de bateria,
um minuto a mais e outro a menos
a dor enfim assentará no braço direito,
repousará dentro do cerebelo e o coração
irá matar-me, como prometera anos atrás
sentado ao lado do bar,
cheirando a última carreira branca
naquele banheiro sujo, onde as mãos
limpavam os restos de urina
quem nem ao menos minha era.
E isso acontecerá pois assim é um músculo ingrato,
maldito orgão corpóreo feito de desgaste e trabalho
um atleta recoberto por paredes grossas demais
anabolizado pelo excesso de vida,
ao final das contas ele bateu demais,
sentiu demais, odiou demais e amou demais
uma marreta cardíaca ressoou como trovão
durante anos e anos, dias e dias eternizados
em cada cicatriz de suas paredes, esse maldito
inimigo dentro de mim
paradoxo da fisiologia humana
que permite ser o centro de todas as sensações,
mas que aos poucos mata seu hospedeiro
como qualquer inseto infectado de parasitas, o coração
um cadáver que nasce com os dias contados,
como morada permanente do decrépito
que bate na direção do fim.
O que além de todo o mais
é contrário ligeiro, porque aquilo
que te faz mais humano, o tiquetaquear da bomba,
é o mesmo dispositivo que irá determinar seu fim.
Maldito sejas tu, menestrel da psiquê,
fiques a pensar que um dia sua força
determinará o fim dos meus dias,
deleite-se com a pequenez de seu ato mais mesquinho
o de deixar claro o quanto és egocêntrico e controlador,
coração maldita seja tua epiderme vermelha
ocas cavidades e válvulas sem pressão,
maldito sejas tu, general covarde que quando se enfraquece
esqueces que tens uma mente e uma alma que lutarão até o fim
Maldito sejas tu coração,
o grande acumulado de rancor a correr
pelas tuas putas hemácias, que te foderão de vida
até o momento em que minha vivalma
estiver respirando o amor, o mundo e a terra.
Pois existe dentro desse peito
uma centelha,
um pulso independente de tuas vontades,
resistirá dentro dos pulmões a força do ar
que a cada lufada derrubará todo esse ódio
que tens tu, oh maldito coração, pela vida minha,
esse pulso que se aquieta como um vingador
dentro de uma linhagem samurai de silenciosas espadas,
uma arma viva, pólvora seca de rastilho infinito
que um dia vai corroer tua podre epiderme de assassino.
Essa alma é sedenta de vida
ela não vai parar...
anabolizado pelo excesso de vida,
ao final das contas ele bateu demais,
sentiu demais, odiou demais e amou demais
uma marreta cardíaca ressoou como trovão
durante anos e anos, dias e dias eternizados
em cada cicatriz de suas paredes, esse maldito
inimigo dentro de mim
paradoxo da fisiologia humana
que permite ser o centro de todas as sensações,
mas que aos poucos mata seu hospedeiro
como qualquer inseto infectado de parasitas, o coração
um cadáver que nasce com os dias contados,
como morada permanente do decrépito
que bate na direção do fim.
O que além de todo o mais
é contrário ligeiro, porque aquilo
que te faz mais humano, o tiquetaquear da bomba,
é o mesmo dispositivo que irá determinar seu fim.
Maldito sejas tu, menestrel da psiquê,
fiques a pensar que um dia sua força
determinará o fim dos meus dias,
deleite-se com a pequenez de seu ato mais mesquinho
o de deixar claro o quanto és egocêntrico e controlador,
coração maldita seja tua epiderme vermelha
ocas cavidades e válvulas sem pressão,
maldito sejas tu, general covarde que quando se enfraquece
esqueces que tens uma mente e uma alma que lutarão até o fim
Maldito sejas tu coração,
o grande acumulado de rancor a correr
pelas tuas putas hemácias, que te foderão de vida
até o momento em que minha vivalma
estiver respirando o amor, o mundo e a terra.
Pois existe dentro desse peito
uma centelha,
um pulso independente de tuas vontades,
resistirá dentro dos pulmões a força do ar
que a cada lufada derrubará todo esse ódio
que tens tu, oh maldito coração, pela vida minha,
esse pulso que se aquieta como um vingador
dentro de uma linhagem samurai de silenciosas espadas,
uma arma viva, pólvora seca de rastilho infinito
que um dia vai corroer tua podre epiderme de assassino.
Essa alma é sedenta de vida
ela não vai parar...
5 de novembro de 2013
4 de novembro de 2013
Enterra-se pelos trilhos pelos túneis,
enterra-se,
enterra-se através dos conduítes de ferro,
enterra-se,
pela vidraça encouraçada que atravessa os rostos,
enterra-se através dos sonhos mortos nos escombros
das mãos que a talas largas pretas no corrimão recolhem,
enterra-se cada vez mais em cada dia
em cada cotidiano onde adentro lento pelo vento
das passagens e catracas
a esconder mais mórbida maneira
de encarar os medos,
através da não voz.
Enterra-se no desfazer da mente humana
absorvida pela apatia de passantes
durante a hora do desassossego
às seis horas da tarde,
e por mais que não queira enterra-se.
Enterra-se cada vez mais fundo
nas difusões elétricas
que correm os freios das máquinas,
que penetram por entre seu cóccix
rompendo últimas pregas cartesianas,
e retais.
Assim seu corpo consegue enfim
sentir-se parte de alguma coisa
enquanto enterra-se por entre os últimos suspiros
de decantada alma dissolvida
nas resoluções
que não servirão ao nada e para nada,
Enterra-se na falta de surpresa
por saber que o corpo apodrece,
ao longo de cada dia,
ao entender que a vida
não lhe propõe grandes fatos,
a não ser aquelas misérias
que apegam-se em seu peito...
enterra-se,
enterra-se através dos conduítes de ferro,
enterra-se,
pela vidraça encouraçada que atravessa os rostos,
enterra-se através dos sonhos mortos nos escombros
das mãos que a talas largas pretas no corrimão recolhem,
enterra-se cada vez mais em cada dia
em cada cotidiano onde adentro lento pelo vento
das passagens e catracas
a esconder mais mórbida maneira
de encarar os medos,
através da não voz.
Enterra-se no desfazer da mente humana
absorvida pela apatia de passantes
durante a hora do desassossego
às seis horas da tarde,
e por mais que não queira enterra-se.
Enterra-se cada vez mais fundo
nas difusões elétricas
que correm os freios das máquinas,
que penetram por entre seu cóccix
rompendo últimas pregas cartesianas,
e retais.
Assim seu corpo consegue enfim
sentir-se parte de alguma coisa
enquanto enterra-se por entre os últimos suspiros
de decantada alma dissolvida
nas resoluções
que não servirão ao nada e para nada,
Enterra-se na falta de surpresa
por saber que o corpo apodrece,
ao longo de cada dia,
ao entender que a vida
não lhe propõe grandes fatos,
a não ser aquelas misérias
que apegam-se em seu peito...
25 de outubro de 2013
Aos trovões encerram o dia
onde o sol apenas murmura
o mormaço
Dentro do calor nesta roupa
guarda pó infernal
as amarras
E o peito vaga paranoico
tenros socos no rosto afogam
a neurose
pois não há saída....
onde o sol apenas murmura
o mormaço
Dentro do calor nesta roupa
guarda pó infernal
as amarras
E o peito vaga paranoico
tenros socos no rosto afogam
a neurose
pois não há saída....
Se o cartesiano oferece felicidade
é falácea, pois não existe rebordo de sorriso
quando se sente o seco da sarjeta
desnudando-se como tábua de salvação
existe apenas o chicote e anzol
trabalhando como cenobitas
ofuscando a luz com a carne dilacerada
expondo os restos das sobras ao sol
soldando o ódio aos restos do amor
pela vida lateral e manca,
é o estupro cotidiano dos assentos
a pulsação que oferece agonia em ciclos
o término do recomeço na saída,
cansada da gengiva desesperada
a tampar o buraco podre em gases
com o estômago gritando acidulantes libertários
nos arredores dos lábios descascados,
enfim existe um sol que
queima tanto quanto
a sombra do fim.
Cá estou como Bernardo Soares
consumindo os restos axiais
de uma turva paciência,
revoluções que escorrem pelo óleo dos cabelos
e a morte que se aproxima
em cada ponto do relógio ponto
é o calor infernal dentro dessa caixa
cinco metros quadrados de desespero
o peito que teima em enforcar o ar
que falta a cada lufada ausente
o trovão na luz da artéria média
nesse cérebro corroído pela nicotina
porém a vida teima em esperança
como se fosse possível impedir o pelotão
no fuzilamento,
e fazer sofrer a morte com uma amnésia sem limites
mas a vida tem que seguir
o cotidiano desse trabalho é mais forte
impetuoso e viril que a vontade
a vida tem que seguir,
acinzentada com escapes fractais
sem o álcool vespertino no dissabor do copo
o gelo que derrete os restos de pele
dissolve a luta no marasmo dos olhares
morre-se em cada tarefa
nivela-se o horizonte através do excremento da moral
e assim a vida segue na caixa
posicionados de frente esperando
a sineta a liberar petiscos
ou que o velho vento anemofilize o corpo
para que talvez ainda permaneça em pé
é falácea, pois não existe rebordo de sorriso
quando se sente o seco da sarjeta
desnudando-se como tábua de salvação
existe apenas o chicote e anzol
trabalhando como cenobitas
ofuscando a luz com a carne dilacerada
expondo os restos das sobras ao sol
soldando o ódio aos restos do amor
pela vida lateral e manca,
é o estupro cotidiano dos assentos
a pulsação que oferece agonia em ciclos
o término do recomeço na saída,
cansada da gengiva desesperada
a tampar o buraco podre em gases
com o estômago gritando acidulantes libertários
nos arredores dos lábios descascados,
enfim existe um sol que
queima tanto quanto
a sombra do fim.
Cá estou como Bernardo Soares
consumindo os restos axiais
de uma turva paciência,
revoluções que escorrem pelo óleo dos cabelos
e a morte que se aproxima
em cada ponto do relógio ponto
é o calor infernal dentro dessa caixa
cinco metros quadrados de desespero
o peito que teima em enforcar o ar
que falta a cada lufada ausente
o trovão na luz da artéria média
nesse cérebro corroído pela nicotina
porém a vida teima em esperança
como se fosse possível impedir o pelotão
no fuzilamento,
e fazer sofrer a morte com uma amnésia sem limites
mas a vida tem que seguir
o cotidiano desse trabalho é mais forte
impetuoso e viril que a vontade
a vida tem que seguir,
acinzentada com escapes fractais
sem o álcool vespertino no dissabor do copo
o gelo que derrete os restos de pele
dissolve a luta no marasmo dos olhares
morre-se em cada tarefa
nivela-se o horizonte através do excremento da moral
e assim a vida segue na caixa
posicionados de frente esperando
a sineta a liberar petiscos
ou que o velho vento anemofilize o corpo
para que talvez ainda permaneça em pé
O alívio por fim era desacato
pois a dor jamais cederia um som
segundos onde o tempo estacionara
poupara o escárnio a florescer
em cada pulso a carne
espera a polpa a sangrar
desassossego consumindo
os restos de paciência
de uma alma seca sem sequer saliva,
residente como bálsamo
apenas a dor em trinado como lança
ofende a morta paz de espírito,
onde pílulas são as novas cadeiras de roda
e um fio de travamento da dentina
portal de salvação rota,
e assim ao fechar os olhos
uma erupção desaba
leva o corpo ao terreno externo
do seu esqueleto,
pressiona o amalgama à lava
assim ao fechar os olhos
deseja-se morte rápida,
pois a dor jamais cederia um som
segundos onde o tempo estacionara
poupara o escárnio a florescer
em cada pulso a carne
espera a polpa a sangrar
desassossego consumindo
os restos de paciência
de uma alma seca sem sequer saliva,
residente como bálsamo
apenas a dor em trinado como lança
ofende a morta paz de espírito,
onde pílulas são as novas cadeiras de roda
e um fio de travamento da dentina
portal de salvação rota,
e assim ao fechar os olhos
uma erupção desaba
leva o corpo ao terreno externo
do seu esqueleto,
pressiona o amalgama à lava
assim ao fechar os olhos
deseja-se morte rápida,
16 de outubro de 2013
Aceite morte
Trague mediocridade
Assopre a chibata
Chupe dor
Vomite vida
Mate egolatria
Perca controle
Bata prato
Sofra o esperar
Engula ódio
Consuma babuinismo
Viva cárcere
Trague mediocridade
Assopre a chibata
Chupe dor
Vomite vida
Mate egolatria
Perca controle
Bata prato
Sofra o esperar
Engula ódio
Consuma babuinismo
Viva cárcere
Ao abrir portas, perdeu-se.
Observou,
ao redor olhou.
Percebeu então que,
estava
ainda perdido.
Respirou enfim.
Aglutinou,
o corpo à alma.
Calmo permaneceu quando,
assustado
seu reflexo perdeu.
Sem corpo, alma e reflexo
Vagou ao fim com o resto do olhar.
Observou,
ao redor olhou.
Percebeu então que,
estava
ainda perdido.
Respirou enfim.
Aglutinou,
o corpo à alma.
Calmo permaneceu quando,
assustado
seu reflexo perdeu.
Sem corpo, alma e reflexo
Vagou ao fim com o resto do olhar.
O engasgo fora então,
nefasto reflexo.
De início lento e côncavo,
a durar suplício de anos.
A corroer restos de pele,
remoer canais rancorosos.
Ahhhhhh sórdido grito,
hey-iááá alto lá desgosto,
a aliviar uma dor no peito.
Existe esse descaminho,
persiste essa interrogação.
Quem puxar o nó irá?
Marcar quem ao além?
Resistirá um alguém, ao inebriante deixar-se ir?
nefasto reflexo.
De início lento e côncavo,
a durar suplício de anos.
A corroer restos de pele,
remoer canais rancorosos.
Ahhhhhh sórdido grito,
hey-iááá alto lá desgosto,
a aliviar uma dor no peito.
Existe esse descaminho,
persiste essa interrogação.
Quem puxar o nó irá?
Marcar quem ao além?
Resistirá um alguém, ao inebriante deixar-se ir?
Casais de mãos dadas
andando por calçadas,
esteiras rolantes sedentárias,
sorriso como moeda de troca.
Aqueles casais com suas crianças baluartes,
mirins estandartes sem a noção,
fantasias de normalidade.
Do amor só conheço o ódio, o dissabor,
do amor só a doença me é familiar,
o desgosto com cento e oitenta pulsações por minuto,
aferidos em mercúrio.
Do amor, só entendo o chorume a sair do vaso,
enquanto escova-se os dentes bilateralmente.
Do amor só me é reconhecível a poda,
a morte lenta sem ser tranqüilo.
Do maldito amor não conheço o norte,
só saída encarcerada em linhas de cocaína
banhadas em vodka e gin frio como na canção.
Por isso, não entendo aqueles casais
que fazem do amor passeio público,
fotogramam felicidades passageiras
como se ao congelarem-nas pudessem eternizá-las.
Pobres diabos rotos amorosos, enganam-se,
pois na morte tudo ao inexistente volta
Até o momento eterno, após a sépia do tempo dizima-se.
Mas talvez esse não entendimento,
responda o desmanejo mundano sobre o amor,
sem explicação, sem manual,
que se aprende através da dor
através dos dias buscando a morte por entre a luz,
e mesmo assim permanece intocável, inabalável e cínico.
O amor em sua casa de cedro e cerejeira,
sopra o cinza em todas vivalmas que não o entendem,
marca como gado os infelizes,
trata com misoginia os corações como se meretrizes fossem.
O amor, esse prostíbulo especializado em sadismo,
o cão do inferno sentado ao lado de Buck Lúcifer,
não nos deixa entender,
como suas cores vivas são negras em luto
no peito dos que não tem sorte.
O amor é morte vagarosa,
noventa e um quilos de câncer,
disseminado por mil e oitenta dias.
esteiras rolantes sedentárias,
sorriso como moeda de troca.
Aqueles casais com suas crianças baluartes,
mirins estandartes sem a noção,
fantasias de normalidade.
Do amor só conheço o ódio, o dissabor,
do amor só a doença me é familiar,
o desgosto com cento e oitenta pulsações por minuto,
aferidos em mercúrio.
Do amor, só entendo o chorume a sair do vaso,
enquanto escova-se os dentes bilateralmente.
Do amor só me é reconhecível a poda,
a morte lenta sem ser tranqüilo.
Do maldito amor não conheço o norte,
só saída encarcerada em linhas de cocaína
banhadas em vodka e gin frio como na canção.
Por isso, não entendo aqueles casais
que fazem do amor passeio público,
fotogramam felicidades passageiras
como se ao congelarem-nas pudessem eternizá-las.
Pobres diabos rotos amorosos, enganam-se,
pois na morte tudo ao inexistente volta
Até o momento eterno, após a sépia do tempo dizima-se.
Mas talvez esse não entendimento,
responda o desmanejo mundano sobre o amor,
sem explicação, sem manual,
que se aprende através da dor
através dos dias buscando a morte por entre a luz,
e mesmo assim permanece intocável, inabalável e cínico.
O amor em sua casa de cedro e cerejeira,
sopra o cinza em todas vivalmas que não o entendem,
marca como gado os infelizes,
trata com misoginia os corações como se meretrizes fossem.
O amor, esse prostíbulo especializado em sadismo,
o cão do inferno sentado ao lado de Buck Lúcifer,
não nos deixa entender,
como suas cores vivas são negras em luto
no peito dos que não tem sorte.
O amor é morte vagarosa,
noventa e um quilos de câncer,
disseminado por mil e oitenta dias.
O teu amor
tem jeito incandescente
a colorir
minha alma em lava
Enquanto percorre
minha nuca
em seus dedos
E quando meu nervo exposto
em seu nervo exposto
juntos anoitecem
O teu amor
tem a saliva em redenção
a pele que sabe
perimetrar a minha
(E) nós em nós no sofá
em nossas bocas
corações trocados
Saliva alva em tom
reluz em tua língua
dos destroços nossos, o encontro
tem jeito incandescente
a colorir
minha alma em lava
Enquanto percorre
minha nuca
em seus dedos
E quando meu nervo exposto
em seu nervo exposto
juntos anoitecem
O teu amor
tem a saliva em redenção
a pele que sabe
perimetrar a minha
(E) nós em nós no sofá
em nossas bocas
corações trocados
Saliva alva em tom
reluz em tua língua
dos destroços nossos, o encontro
4 de outubro de 2013
Faltam ainda muitas folhas em branco
em branco
Faltam ainda muitas pessoas
na plataforma
Esperam horas e horas
na borracha
Esperam minutos, segundos atrás
da linha amarela [nem sempre]
Adentram pelo frio amianto seco
em restículos de alma
Comungam passos unidirecionais
sem sorrisos
Comungam cercas eletrificadas
em fones de ouvidos
Atrasam o tiquetaquear metropolitano
azul, vermelho e cinza
Atrasam as tentativas insípidas
em parecerem preocupados
Sobra espaço no acetato moldado
como reações humanas
Sobra a pífia tentativa de contato
na inércia dos esbarrões
Ritmado retângulo de aço que chega
sempre chega sempre
Ritmado corpo que no cotidiano
sempre entra sempre
O cansaço persistente no poente
mão levada à cabeça
O cansaço aparente na alvorada
mão trôpega a segurar se
Mantem [se] assim sincopado passo
em direção ao fim
Mantem [se] assim a esperança na velocidade
engrenagem sólida
equilibra a vida
em branco
Faltam ainda muitas pessoas
na plataforma
Esperam horas e horas
na borracha
Esperam minutos, segundos atrás
da linha amarela [nem sempre]
Adentram pelo frio amianto seco
em restículos de alma
Comungam passos unidirecionais
sem sorrisos
Comungam cercas eletrificadas
em fones de ouvidos
Atrasam o tiquetaquear metropolitano
azul, vermelho e cinza
Atrasam as tentativas insípidas
em parecerem preocupados
Sobra espaço no acetato moldado
como reações humanas
Sobra a pífia tentativa de contato
na inércia dos esbarrões
Ritmado retângulo de aço que chega
sempre chega sempre
Ritmado corpo que no cotidiano
sempre entra sempre
O cansaço persistente no poente
mão levada à cabeça
O cansaço aparente na alvorada
mão trôpega a segurar se
Mantem [se] assim sincopado passo
em direção ao fim
Mantem [se] assim a esperança na velocidade
engrenagem sólida
equilibra a vida
Assinar:
Postagens (Atom)
b.jpg)
.jpg)
